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Isolado por água e natureza, vilarejo no sul da Bahia conserva calmaria

São apenas 65 quilômetros que separam a agitada Porto Seguro da pacata Caraíva, ambas no sul da Bahia. Nem de longe a vila — que mantém sua paisagem original — lembra a cidade que é o reduto do axé, tão procurado para quem quer badalação, principalmente na alta temporada. Quem vai a Caraíva quer pôr o pé na areia e curtir de perto o contato com a natureza, com muito sossego. Mas é bom levar um chinelo de solado grosso, porque a areia costuma ficar bem quente ainda no período da manhã.

 

Não há energia elétrica, não existe sinal de celular – apenas os de tipo rural e só há dois telefones públicos nessa antiga aldeia de índios pataxós, que ainda mantêm viva a cultura local. A natureza também propicia isso. Localizado na foz do rio Caraíva, o vilarejo é de difícil acesso. Só é possível chegar lá de balsa, pois ele tem como limite de território o mar, o rio e o Parque Nacional de Monte Pascoal.

 

A primeira vista, ainda do barco, encanta os turistas. São várias casinhas coloridas que dividem espaço com árvores densas e os típicos coqueiros da região. Ao chegar em terra firme, uma dica: se estiver com muita bagagem, negocie com um carroceiro para ele levar ao camping ou à pousada em que você quer se hospedar, pois lá não circulam automóveis.

 

Depois de deixar as malas, conte com o tempo como seu aliado. Em Caraíva não há hora para nada. Apenas para o que der vontade. Você pode mergulhar na praia que leva o nome do vilarejo, de águas calmas e areia fina, ou no limpo rio Caraíva. O melhor local para desfrutar as duas opções é a Ponta da Barra, onde rio e mar se encontram. Veja o pôr-do-sol no Boteco do Pará, que fica a poucos metros de lá. A vista vale cada segundo, e as histórias dos pescadores costumam entreter os viajantes.

 

 

É possível percorrer nadando de uma ponta à outra do rio. A maré não puxa muito e há vários bancos de areia no meio do trajeto. Dá até para contemplar a vista do vilarejo descansando no meio das águas. Dependendo do horário em que você vai, esse visual encontra-se praticamente deserto, mas, aos poucos, as índias chegam, oferecendo o artesanato local, feito de sementes de várias cores.

 

Se quiser conhecer toda a beleza natural que a região oferece, prepare-se para andar bastante. Ou alugue um cavalo. Existem muitas praias, lagoas, restingas, manguezais preservados, tentadores convites para vivenciar um contato direto com a natureza, esquecendo o luxo e um pouco da vida urbana. Pelo menos por alguns dias.

 

Quando ir

 

Durante todo o ano a temperatura média é de 25 ºC. Mas de maio a julho há o período de chuvas, e você pode ter dificuldades para fazer alguns passeios, especialmente os mergulhos, porque as águas ficam mais turvas.

 

Como chegar

 

DE CARRO:

 

Você tem de deixar o seu veículo no estacionamento antes de pegar a balsa. A diária custa R$ 10.

 

Vindo do sul Passando a cidade de Itamaraju, é recomendável abastecer no Posto Santa Bárbara. Depois, entre à direita, no Povoado de Monte Pascoal (no km 753) e siga até Caraíva em 43 quilômetros de estrada de terra.

 

Vindo do norte – Pegue a estrada BR-367 (Eunápolis/Porto Seguro), entre à direita no Km 51, siga por estrada asfaltada até o trevo de Trancoso. De lá percorra os 32 quilômetros de estrada de terra até Caraíva.

 

De Porto Seguro Atravesse de balsa para Arraial d'Ajuda. Siga por estrada asfaltada até o trevo de Trancoso e de lá pegue a estrada de terra. São 32 quilômetros até Caraíva.

 

DE ÔNIBUS:
 

De Porto Seguro atravesse de balsa até Arraial d'Ajuda e pegue o ônibus para Caraíva, que passa por Trancoso. O tempo estimado é de três horas. Há ônibus às 7h15 e às 16h e o preço da passagem é R$ 15.
Viação Águia Azul. Tel.: (73) 3668-1110 e (73) 3575-1170

 

TRAVESSIA

A taxa de turismo custa R$ 2 na balsa. Se quiser atravessar o rio de canoa, você deve desembolsar R$ 3.

 

Onde ficar

 

Você pode acampar, alugar casas de moradores ou escolher uma entre as várias pousadas disponíveis. Aí vão algumas opções:

 

 

 

 

 

 

 

Onde comer

 

Além dos restaurantes dentro das pousadas, os bares e restaurantes de Caraíva ficam, em sua maioria, próximos uns dos outros e também são facilmente encontrados. Muitos não têm telefone. Então, basta perguntar aos locais ou aos turistas que estão por lá há mais tempo que você. As opções de cardápio são diversas:

 

  • Pizza do Guga – oferece entradas e pizzas salgadas e doces

 

  • Aquarius – cozinha típica e brasileira

 

  • Bar Ouriço – açaí, crepes e drinques

 

  • Restaurante Mangue Sereno – massas servidas em um ambiente aconchegante, à luz de velas

 

  • Boteco do Pará – frutos do mar

 

O que evitar

 

  • Não saia da pousada ou do camping descalço. A areia de Caraíva fica muito quente já no meio da manhã.

 

  • Não se arrisque a sair de Caraíva à noite. As estradas de Trancoso e Monte Pascoal – do outro lado do rio – são precárias e mal iluminadas.

 

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