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Quixadá, no Ceará, abriga monólitos tombados pelo patrimônio histórico

Do alto da Serra do Urucum, a 500 metros do nível do mar, dá para visualizar e entender um pouco das formações rochosas de Quixadá, município cearense do sertão central. Em pleno semiárido, elas são gigantescas e deixam os visitantes surpresos. O conjunto de pedras, conhecidas como monólitos, faz parte do patrimônio histórico nacional desde 2004. São mais de 50, distribuídos em uma extensão de 20 quilômetros, inclusive em pleno coração da cidade.

 

As formações são resultados das erosões de rochas cristalinas. E é no centro do município que se encontra uma das mais famosas: a Pedra do Cruzeiro. Algumas trilhas levam até o topo, onde há uma cruz branca como monumento. De lá é possível contemplar uma paisagem panorâmica de Quixadá e Quixeramobim, cidade vizinha. Mas não se esqueça de levar um guarda-chuva ou guarda-sol. O astro-rei é escaldante por essas bandas e só o protetor solar não é suficiente, especialmente se você tem pele clara.

 

 

Ainda no centro, o Chalé da Pedra mostra-se imponente. Construído, na década de 1920, em cima de um dos monólitos pelo industrial Fausto Cândido de Alencar, serviu, por muitos anos, de residência para sua família. Na época, lá se situava uma lagoa. Hoje está a Praça da Cultura e o Centro Cultural Rachel de Queiroz. A ilustre escritora é nativa de Quixadá. Inspirou-se na sua terra natal para escrever o romance O quinze.

 

O mais novo ponto turístico da cidade é a Lagoa dos Monólitos. Circundada por um parque ecológico, terá em breve um bondinho ligando uma margem à outra — do lado ainda inacessível há uma caverna de pedra.

 

Um pouco de história

 

O açude mais antigo do Brasil está em Quixadá. Foi Dom Pedro II, em 1873, quem iniciou a construção do Açude do Cedro. A obra só foi finalizada em 1906; todo o seu “corrimão”, em estilo clássico, foi importado de Portugal. É muito comum avistar crianças e adultos pulando para se banhar nas águas límpidas e se refrescar um pouco.

 

De lá é possível ver uma das pedras mais famosas – e também a mais alta – da região: a da Galinha Choca. Ela tem o formato parecido com o da ave. Foi onde o cearense Renato Aragão gravou um de seus filmes, O cangaceiro trapalhão. Fique um pouco mais atento, ponha os pés na água no açude, tome uma tubaína – bebida típica da região, feita à base de suco de caju – e dê asas à criatividade. Com certeza, verá outras formações, como as conhecidas pedras da Caveira e do Índio e outras tantas que você mesmo pode imaginar e que podem ser exploradas por trilhas. Só cuidado com o calor, porque, como diz o cearense, lá é “arretado de quente”.

 

Como e quando ir

 

Quixadá fica a 168 quilômetros de Fortaleza, pela rodovia CE 060. Se não quiser enfrentar tanto calor, evite os meses de outubro a dezembro, que é o período pré-chuva e, portanto, o mais quente e abafado do ano. Mas, se estiver a fim de ver o campeonato de voo livre, a dica é ir em novembro, pois ele ocorre sempre nesse mês.

 

Onde ficar

 

Há várias opções e diferentes tarifas.

 

  • Cedro Palace Hotel – Avenida Plácido Castelo, 1.421; tel.: (88) 3412-0770

 

  • Hotel Belas Artes – Estrada do Algodão, km 98; tel.: (88) 3412-0188, (88) 3412-3990

 

  • Pousada Central – Rua José de Queiroz Pessoa, 1.670; tel.: (88) 3412-1008

 

  • Santuário Mariano – Serra do Urucum, s/n, Monte Alegre; tel.: (88) 3412-3651

 

 

  • Casa de Repouso São José – Serra do Estevão, distrito de Dom Maurício; tel.: (88) 3451-1001

 

Onde comer

 

Se quiser arriscar-se a experimentar os pratos típicos da culinária cearense, opções de restaurantes não faltam em Quixadá. Buchada de boi, panelada (miúdos de boi), galinha à cabidela, baião de dois (uma mistura de arroz com feijão de corda), carneiro, capote, peixada e tilápia frita estão entre os pratos mais pedidos. Anote algumas opções:

 

  • Central Lanches – Rua Epitácio Pessoa, 1.029, Centro

 

  • Eudásio do Baião – Rua Dom Lucas, Alto São Francisco; tel.: (88) 3412-3026

 

  • Peixada Imperial – Açude do Cedro

 

  • Peixada O Abelardo – Avenida Plácido Castelo, 2.585, Centro; tel.: (88) 3412- 3132

 

  • Peixada O Orleans – Estrada do Cedro, km 4, Cedro; tel.: (88) 3412-1148

 

Para amantes dos esportes radicais

 

  • Rapel e trekking: procure o tenente Masera. Tel.: (88) 3412-5995; (88) 8822-2428 e (88) 9956-2428

 

  • Off-Road: fale com Stênio. Tel.: (88) 3412-1505

 

  • Mountain Bike e Motocross: pergunte pelo Rivelino, conhecido como Rivercross. Ele fica frequentemente na Lagoa dos Monólitos. End.: Anel Viário da CE-285, que liga Quixadá a Morada Nova.

 

Quixadá, a capital cearense dos esportes radicais

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