Férias sem estresse
Saiba como fugir de roubadas para aproveitar sua viagem sem dor de cabeça
Você passa semanas planejando suas férias, engaja toda a família, fica na maior expectativa e, de repente, se vê diante de situações como voos atrasados, reservas canceladas, extravio de bagagem... Ou seja, o que era para ser um grande sonho se transforma em um verdadeiro pesadelo. Mas não desanime! Apesar de todos nós estarmos sujeitos a contratempos, é possível, sim, se prevenir para que eles não aconteçam e, assim, sua programação seja seguida à risca.
É importante ressaltar que até mesmo os viajantes mais experientes se esquecem, às vezes, de tomar precauções simples, como checar as reservas ou contratar seguro-viagem. Dependendo do tipo de passeio, medidas como essas podem significar a diferença entre curtir as férias com tranquilidade ou passar a viagem resolvendo problemas.
O Portal Vital levantou os principais aborrecimentos que acontecem antes e durante uma viagem - do momento da contratação dos pacotes até a volta. A seguir, você vai aprender como evitar – ou remediar - alguns deles.
Fechando a viagem
Contratar empresas sérias e buscar referências dos locais que serão visitados é essencial. As agências de viagem facilitam a organização do passeio e se responsabilizam por possíveis problemas com hotéis e outros serviços. Antes de assinar os papéis, é importante checar as referências. “Uma forma de verificar a idoneidade da agência é pesquisar se ela faz parte da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav)”, afirma a advogada Valéria Reani.
Antes de viajar, confirme as reservas com os hotéis e companhias aéreas. É fundamental guardar recibos, comprovantes e o contrato assinado com a agência, que são garantias em caso de problema. O músico Fabio Teixeira lembra que quase teve sua lua de mel em Paris arruinada. Era madrugada quando ele e a esposa chegaram ao hotel e, para sua surpresa, ouviu da recepcionista que não havia reserva nem quartos disponíveis. “Eu tinha todos os comprovantes e convenci a atendente a ligar para a minha agente, que resolveu tudo pelo telefone”, conta.
Chegando ao hotel
Nem sempre os hotéis são tão bons quanto o prometido. Quem viaja com os filhos e espera encontrar instalações com áreas de lazer e equipe de recreação deve se certificar de que esses itens estão discriminados no contrato. Procurar na internet fotos e referências sobre o lugar evita surpresas.
Descubra, ainda, se o estabelecimento fica próximo dos pontos turísticos da cidade e se o pacote de viagem inclui translado até o local de hospedagem. E fique de olho: promoções que oferecem muitas facilidades devem ser avaliadas com cautela.
Passagens aéreas
Tenha atenção redobrada com as passagens promocionais, que nem sempre são reembolsáveis em caso de cancelamento. Lembre-se também de que, se precisar trocar o horário do voo, você pode ter que pagar uma taxa de transferência.
Como os atrasos são praticamente rotina nos aeroportos brasileiros, o ideal é dispor de um bom intervalo entre os voos se precisar de conexões. É menos desgastante esperar algumas horas no aeroporto do que perder a viagem. “Em hipótese alguma embarque no último voo para pegar uma conexão”, alerta Cláudio Candiota, presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep). “Se for cancelado, não haverá outro avião partindo para o mesmo destino naquele dia.”
Seguro-viagem
Outra forma de se prevenir é contratar um seguro-viagem, serviço que, normalmente, cobre acidentes pessoais, assistência médico-hospitalar e odontológica, assim como extravio de bagagem. Existem diversos tipos de coberturas e preços. Para contratá-los, basta recorrer à sua agência de viagens, seu banco (vários oferecem esse produto) ou uma empresa especializada (como a Assist-Card, a Touristcard, entre outras).
Muitos cartões de crédito internacionais oferecem o serviço gratuitamente. Se for viajar para o exterior, invista na sua tranquilidade e certifique-se de que terá um seguro que cubra ao menos as despesas com saúde (médicos, hospitais e remédios). Em caso de uma eventualidade, pagar do próprio bolso pode fazer a viagem sair caríssima. Outra opção são os próprios planos de saúde: alguns dispõem de cobertura também em outros países.

A maioria dos seguros cobre extravio de bagagem, além de assistência médico-hospitalar
No aeroporto
Na temporada de férias, o movimento nos aeroportos cresce e os atrasos aumentam. “O maior problema é a falta de informação”, diz Cláudio Candiota, da Andep. As companhias e a administração dos aeroportos, muitas vezes, demoram a informar os passageiros sobre problemas como atrasos, cancelamentos ou mesmo mudança no embarque.
Se não puder evitar os períodos de superlotação, como o fim de ano e feriados, é melhor se prevenir: procure chegar ao aeroporto com mais antecedência do que o pedido pela companhia (o padrão é uma hora e meia para voos domésticos e três horas para voos internacionais). O final da tarde e o começo da manhã são os períodos mais movimentados. Fuja desses horários ou arme-se de paciência. Vale comprar uma palavra cruzada, uma revista ou ter um livro sempre à mão. O importante é não se aborrecer antes da viagem. Alguns aeroportos oferecem serviços de massagem e até mesmo de manicure e pedicure, que tornam a passagem das horas menos desgastante. E não se esqueça de levar água, frutas e biscoitos para distrair a fome das crianças.
Evite voos no início da manhã ou final da tarde, que são os horários de pico dos aeroportos. Leve água e lanche para as crianças
Documentos
Pior do que ter reservas canceladas de última hora é chegar ao balcão de embarque e descobrir que não providenciou os documentos exigidos para viajar com as crianças. Para embarcar em voos internacionais, os menores de 12 anos precisam da autorização por escrito de ambos os pais (caso os dois não estejam viajando juntos). Em território nacional, basta ter um documento original que confirme a filiação (passaporte, carteira de identidade ou certidão de nascimento, conforme o caso).
Comprovantes
Se tiver qualquer problema com o voo, com a agência de viagens ou com as reservas, é importante guardar todos os comprovantes. Se o prejuízo não for ressarcido pelas empresas, o caminho é procurar os juizados de conciliação nos principais aeroportos brasileiros (caso o contratempo tenha sido com uma companhia aérea) ou os órgãos de defesa do consumidor (Procon).
Só no primeiro semestre do ano, por exemplo, o Procon-SP realizou 1.345 atendimentos referentes a agências e operadoras de viagens. Os principais problemas registrados envolveram a rescisão ou alteração unilateral de contratos (344), cobrança indevida ou abusiva (273) e dúvidas sobre cobrança, valor, reajuste, contrato e orçamento (177). Se você passar por algum desses problemas, a recomendação é acessar o Portal do Consumidor e procurar o Procon mais adequado a seu caso.





Enviar e-mail

0 comentário nessa matéria