Unilever influenciou publicidade e vocabulário
Campanha da filial brasileira introduziu novas expressões, colaborou com rádios e virou até marchinha de Carnaval
Boa parte disso deve-se ao publicitário gaúcho Rodolfo Lima Martensen. Em 1942, ele chefiava a Lintas (Lever International Advertising Service, departamento de propaganda da Sociedade Anônima Irmãos Lever), quando lançou uma campanha para divulgar o sabonete Lifebuoy, grande novidade da época, porque funcionava também como desodorante.
Martensen encarou o desafio de derrubar o conceito de que, num país onde se toma muito banho, o desodorante é desnecessário. O jingle que criou para o sabonete foi tão bem sucedido que virou marchinha de Carnaval, e a campanha publicitária cunhou a expressão “cê-cê”, para alertar contra os inconvenientes do “cheiro do corpo”. O termo logo se disseminou entre os falantes urbanos e acabou por entrar mais tarde no dicionário Aurélio.
Essa e outras campanhas da década de 40 foram transmitidas justamente pelo rádio, que se desenvolvia cada vez mais com o apoio das grandes marcas, dispostas a não perder em publicidade para as concorrentes.
A Unilever, por exemplo, patrocinou a produção de radionovelas, inserindo anúncios nos intervalos. Nos anos 50, a empresa foi ainda mais longe: com o surgimento das fitas magnéticas, a própria Lintas gravava as radionovelas e as distribuía prontas às rádios — inclusive com os anúncios.
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