Experiência no exterior é ótima para currículo
Agências de intercâmbio apostam neste segmento e oferecem diversas opções de cursos
Morar no exterior pode tranformar-se em um diferencial no currículo de quem atua nas áreas profissionais mais concorridas. Com isso em vista, muitas agências de intercâmbio passaram a oferecer em seu catálogo cursos de trainee, graduação e pós-graduação, buscando atender a uma demanda de mercado que só tem aumentado nos últimos anos.
A agência de intercâmbio CI, por exemplo, tem programas que fornecem bolsas de estudo acadêmicas ou esportivas para universitários ou pós-graduandos nos Estados Unidos. Elas podem variar entre 20% e 50% dos custos do aluno com acomodação, o próprio curso e alimentação. As duas bolsas – de estudo e esportiva – contam com uma exigência em comum: para manter o benefício ao longo de toda a duração dos estudos, é preciso ter notas boas.
Há ainda outros programas de trabalho para universitários, em países como África do Sul, Austrália, China, Estados Unidos e Nova Zelândia."Esta experiência internacional agrega valor ao currículo e possibilita conhecer outra cultura, sem contar os ganhos profissionais de aprender novas técnicas de trabalho, criar uma rica rede de contatos e obter referência de empregadores profissionais", afirma a diretora educacional da CI, Tereza Fulfaro, de São Paulo.
Na Austrália, o estudante pode contar com o suporte da agência de intercâmbio Superstudent, que dá dicas de como se adaptar culturalmente ao país, disponibiliza informações sobre as leis australianas, ajuda a encontrar acomodações e, melhor ainda, emprego na “terra do canguru”.
"Tive a ideia de montar a empresa depois que meu filho foi estudar na universidade Macquarie e teve dificuldades de encontrar emprego por lá. Depois que me aposentei, resolvi ajudar outros estudantes estrangeiros aqui", explica a diretora-executiva da Superstudent no Brasil, Marlene Coimbra.
Os programas de trainee da CI, por exemplo, oferecem estágio remunerado nos Estados Unidos, e são direcionados à área de atuação profissional do interessado. "As principais oportunidades estão nas áreas de gastronomia, hotelaria, turismo e administração", acrescenta Tereza. Para participar, o candidato deve ter entre 21 e 35 anos e inglês avançado. O salário fica, em média, US$ 1.200 (R$ 2.118, aproximadamente) mensais, enquanto o programa pode custar até US$ 3 mil (R$ 5.296), sem passagem.
Doutores no estrangeiro
Já os estudantes de doutorado podem recorrer a bolsas do governo brasileiro para se aperfeiçoar em sua área em uma universidade estrangeira. Elas podem ser plenas ou de estágio, dependendo da avaliação que o curso da faculdade no Brasil recebeu da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os valores variam entre US$ 3.800 (R$ 6.708), para o tipo pleno, e US$ 1.070 (R$ 1.889), de estágio.
E que tal aprender um novo idioma, ajudar a população carente de países menos desenvolvidos e, ainda por cima, ganhar ponto com as empresas? A agência Experimento oferece um programa de voluntariado para maiores de 18 anos com conhecimento intermediário de inglês.
Há opções em países como África do Sul, Gana e Nigéria. O participante pode atuar em comunidades rurais ou em clínicas de saúde, trabalhar com crianças carentes, ou no desenvolvimento de atividades ecológicas. A duração mínima é de quatro semanas, e o valor do programa custa cerca de US$ 1.500 (R$ 2.648), sem passagem. Gostou? Procure uma agência de intercâmbio e dê uma “turbinada” no seu currículo!





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