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A história se repete em muitos lares: o filho cresce, amadurece, torna-se independente e toma a decisão de morar sozinho. Esse é o rumo natural da vida, mas, mesmo sabendo disso, é difícil superar a falta.



Tristeza, depressão, sentimento de inutilidade e saudade. Esses e outros sintomas caracterizam a Síndrome do Ninho Vazio, que atinge as mães – e, muitas vezes, até mesmo os pais – quando seus filhos batem as asas e saem de casa.



Será que é hora de sair de casa?

 

Diante dessa situação, cada pessoa reage de uma forma diferente.  Algumas mães não conseguem se controlar e acabam invadindo o espaço do filho. Fazem compras do supermercado para garantir que está se alimentando direito, limpam, arrumam o armário e chegam até a telefonar tarde da noite para se assegurar de que ele já está em segurança. Outras respeitam a privacidade, mas se sentem abatidas.

 


Longe dos olhos, mas perto do coração

 

A psicóloga Sueli Toni de Andrade, de 52 anos, é mãe da Carla, de 23 anos, e do Caique, de 21 e também uma leitora do Portal Vital. Sempre foi superpresente, curtiu a maternidade em todos os momentos e esteve atenta à educação dos pequenos. Mas quando eles cresceram e deixaram o lar, ela enfrentou uma barra pesada!



“Eles saíram de casa há dois anos, mudaram para outra cidade. Carla foi cursar gastronomia e Caique foi tentar a carreira de jogador de futebol. Apesar de sempre ter me preparado para esse momento e saber que a gente cria os filhos para o mundo, eu fiquei totalmente perdida. Sentia um vazio enorme, chorava muito”, confessa Sueli.



Mas o tempo cura tudo e, nesse caso, não foi diferente. “Depois de alguns meses, consegui retomar minha rotina, procurava me ocupar ao máximo. Entendi que eles estavam apenas seguindo seu caminho, e isso era ótimo para eles. Para manter o relacionamento próximo e me acalmar, nós nos telefonávamos diariamente. Aos poucos, o aperto no coração diminuiu, eu superei aquela fase difícil e voltei a ser feliz”, conta Sueli.


 

Um grande amigo

 

Simone Bicalho da Costa com o filho Pedro"A relação da comerciante aposentada e fã de Vital, Simone Bicalho da Costa, de 53 anos, com seu filho Pedro sempre foi especial. “Perdi meus pais ainda nova e me separei com apenas 5 anos de casada. Por isso, ele se tornou um companheiro, um parceiro de todas as horas. Sempre foi maduro e me ajudou. Nem na adolescência, fase em que os jovens costumam dar trabalho, tivemos atritos”, diz Simone."



Porém, quando completou 18 anos, Pedro foi morar em outra cidade para fazer faculdade. “Foi horrível, eu sentia uma angústia no peito, chorava dia e noite. Descobri o que era a solidão. Minha vida perdeu totalmente o sentido! Porém, aos poucos, eu me conformei e procurei outras atividades para me ocupar. Fui para uma academia de ginástica, fiz novas amizades, segui em frente. Mas sempre que Pedro vem passar as férias comigo, na hora em que vai embora, relembro um pouquinho daquela dor. Agora, já sei que ele parte, mas sempre volta pra casa!”, declara Simone.



Só quem é mãe consegue entender o sentimento de perda ao ver o filho deixar o lar. Afinal, foram anos e anos de amor, cuidados e dedicação até eles se tornarem adultos. Mas quando esse momento finalmente chega... ai, ai, ai... que aperto no coração, não é?



E você, já passou por essa situação? Como se sentiu? Compartilhe com a gente qual saída encontrou para superar essa fase difícil!

 

1ª foto da matéria: Sueli Toni de Andrade, de 52 anos, com seus filhos Carla, de 23 anos, e Caique, de 21.
 

7 comentários nessa matéria

  • CECILIA DE ABREU GOMES

    CECILIA DE ABREU GOMES

    MINHA MÃE NÃO SENTIU MINHA FALTA,PELO CONTRARIO FICOU MUITO ORGULHOSA POR EU SER INDEPENDENTE.

    Responder - 16 de novembro às 12:47
  • MARIA LUCIA GOUVEIA DOS SANTOS

    MARIA LUCIA GOUVEIA DOS SANTOS

    Já faz tres anos que minha filha única foi morar em outra cidade, 90 km de distância, parece pouco mas pra mim é como se fossem 1000km. Falamos muitas vezes durante o dia por telefone, antes de dormirmos batemos longos papos pela internet, ela me conta o seu dia e eu conto o meu, mas falta-me as mãos dadas, os beijinhos, as risadas...ainda não me acostumei sem a presença dela...será que um dia me acostumarei?? rsrsrs

    Responder - 25 de setembro às 14:01
  • VERA LUCIA G. DA SILVA SOMMER

    VERA LUCIA G. DA SILVA SOMMER

    eu estou prestes a ficar meio longe da minha filha que vai se casar em breve e eu nem quero pensar mas acho que vou saber lidar.........................eu espero do fundo do meu coração

    Responder - 01 de setembro às 00:16
  • SUELI  TONI DE ANDRADE

    SUELI TONI DE ANDRADE

    obrigada vital por ter publicado um pedacinho da minha estória

    Responder - 31 de agosto às 13:26
  • FABIANA I MORAES BORTOTI

    FABIANA I MORAES BORTOTI

    Boa matéria,mas não passei ainda por isto,só na hora pra saber realmente a situação :)

    Responder - 29 de agosto às 21:29
  • MARIA APARECIDA BARBOSA MENDONCA

    MARIA APARECIDA BARBOSA MENDONCA

    Já vivi isso quando minha filha filha se casou.

    Responder - 29 de agosto às 14:36
  • ANA PAULA RAMOS ROTA

    ANA PAULA RAMOS ROTA

    Ainda não passei por isso...matéria muito bem elaborada e objetiva!! Adorei demais :)

    Responder - 28 de agosto às 22:09