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Muitos casais estão optando pela união informal

Aos 22 anos, o estudante de Filosofia Yuri Ribeiro não vê diferença entre um casal que mora junto e um que se casa oficialmente. Para ele, o importante é estabelecer uma relação de confiança, seja qual for o status oficial do relacionamento. “Registrar a união no papel ou não já não faz diferença.”

 

Entre os casais jovens é cada vez mais comum encontrar aqueles que moram juntos sem oficializar a união, seja no civil ou no religioso. O número de uniões consensuais cresceu muito e também aumentou o número de pessoas com quem um adolescente se relaciona, mas não se envolve. Hoje em dia, é muito comum encontrar também homens e mulheres que já estão morando com o segundo, terceiro e talvez quarto companheiro. Começou a namorar? Então já decide morar junto. Enjoou? É só pegar as malas e ir embora.

 

Por isso, os próprios jovens admitem que a dificuldade parece estar justamente em encontrar alguém que desperte as sensações de confiança e estabilidade. O especialista Sandro Caramaschi, professor de Psicologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), diz que hoje “as pessoas se envolvem em um número maior de relacionamentos, mas com um comprometimento menor”.

 

Antes, com a maior dependência financeira feminina, o conservadorismo patriarcal e as dificuldades contraceptivas – ou seja, com muito mais empecilhos para se evitar uma gravidez indesejada – em geral, as pessoas buscavam uma companhia estável. “Há cerca de 60 anos, as mulheres apenas conversavam com os possíveis pretendentes. Hoje, elas saem, beijam e até fazem sexo no primeiro encontro”, comenta Caramaschi.

 

Variedade

 

Ele aponta que homens e mulheres estão mais propensos a procurar e experimentar relações com parceiros diferentes. Porém, o especialista enfatiza: “o príncipe encantado continua sendo o objetivo de vida final da maioria das mulheres”.

 

Na prática, Yuri acha que encontrar alguém que esteja vivendo no mesmo timing que você não é tão simples assim. “Não é fácil achar alguém com as mesmas afinidades e com o mesmo interesse, no momento certo.”

 

A falta de altruísmo – ou seja, de querer sempre o bem do outro – e de colocar-se no lugar do companheiro são fatores determinantes para o fracasso nos relacionamentos modernos, aponta a psicóloga Lidia Weber, professora de relacionamentos amorosos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

 

“Muitas pessoas não assumem uma vida em casal. Cada um só quer saber de si mesmo, do seu prazer, do seu ganho”, enfatiza Lidia. Se você estiver disposto a ter mais tolerância e perceber melhor o outro pode estar preparado para viver a dois por muitos e muitos anos. Então, que tal tentar?

 

Relacionamentos modernos: casais discutem mais a respeito de suas liberdades

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