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Ela é a primeira referência de qualquer pessoa com o mundo. Afinal, mesmo antes do nascimento o bebê tem contato com a mãe. E, embora a ligação materna com o filho seja forte, é com a menina que se desenvolve um laço que percorre os caminhos da cumplicidade, da troca de experiência e, às vezes, da rivalidade. Mas o que há de tão especial na relação entre mãe e filha?

 

O fato de serem do sexo feminino é um dos principais responsáveis por estabelecer essa proximidade, afirma a psicóloga clínica Mariana Chalfon, que atende em São Paulo. "A menina aprende a ser mulher com a mãe, em um primeiro momento", ressalta. Conforme ela cresce, outros fatores vão influenciando – colegas e até mesmo gosto próprio que já desenvolveu –, mas a figura materna segue sendo uma forte referência.

 

         Mãe e filha em um momento de carinho

 

Essa interação é importante para os dois lados. A filha forma sua identidade feminina observando a mãe, mas isso não significa que ela refletirá exatamente as mesmas características maternas, adverte, por sua vez, a psicóloga Léa Michaan, do blog Psicóloga Responde.

 

"Se a filha é igual à mãe porque admira as maneiras dela, ou o oposto, porque não gosta do jeito de ser da mãe, a referência do jeito de a filha agir, pensar e ser continua sendo a mãe", destaca Léa.

 

Via de mão dupla

 

A relação também é importante para a mãe, que pode reviver sua própria história por meio do crescimento da filha. "Porém ela deve ter discernimento para entender que a menina não é obrigada a aproveitar da mesma forma as experiências que a mãe não vivenciou", adverte a psicóloga clínica Mariana.

 

Ou seja, a mãe pode dar oportunidade à filha de estudar no exterior, mas como a menina vai aproveitar a vivência depende somente dela. Para deixar o relacionamento sempre amistoso, é necessário haver respeito e franqueza, afirma a especialista. "Se uma está chateada, pergunte, em vez de ficar imaginando o que pode ter acontecido", recomenda. Isso ajuda a torná-las cada vez mais cúmplices.

 

É dessa forma que a estudante de publicidade Flávia Rocha, de 28 anos, define sua relação com a filha Giovanna, de 5. "A nossa frase é 'Somos melhores amigas hoje, amanhã e sempre'. Ela me conta tudo o que se passa com ela, e eu sempre ouço, atenta, sem brigar", explica.

 

Mas é essencial estabelecer limites a essa cumplicidade, adverte a psicóloga Léa Michaan. "A mãe é mãe, e não a amiguinha da filha. Ou seja, é imprescindível que a mãe poupe a filha de sua vida íntima, sexual e conjugal. E a filha deve conversar com a mãe sabendo o que é tema para as suas amiguinhas e tema para a mãe", ressalta.

 

 

A estudante Flávia diz ser muito cúmplice da filha, Giovanna

 

Fotos: Niels Andreas Glogowski

 

Figura materna é a primeira referência de beleza das filhas

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