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Vanessa enfrenta médicos e desafia sua saúde para dar à luz Heloísa, hoje com dois meses

Heloísa, de dois meses, ainda não sabe, mas sua mãe, a bancária Vanessa Vedovato Rodrigues, de 30 anos, contrariou o parecer de médicos e desafiou sua saúde para conseguir levar a gravidez até o final. A história, na verdade, tem início quatro anos atrás, quando a executiva se casou com Ricardo. Dois anos depois, decidiram que estava na hora de ter um filho.

 

"Sempre quis ser mãe, esperei muito por esse momento", declara Vanessa. Quatro meses depois, a boa notícia: ela estava à espera do seu primeiro bebê. Porém, houve complicações e a gravidez não foi adiante. "Fiquei chateada e deprimida", conta. No entanto, em julho do ano seguinte, um exame revelou que ela estava novamente grávida.

 

Apesar da felicidade, o primeiro ultrassom, feito pela mesma equipe que havia cuidado da primeira gestação, jogou um “balde de água fria” nos sonhos da executiva. "Os médicos disseram que o saco gestacional – que envolve o bebê - estava irregular e que, por isso, meu bebê talvez não nascesse", afirma. Além disso, eles não conseguiram ouvir os batimentos cardíacos da criança no útero da mãe.

 

"Foi um horror, minha mãe e minha irmã precisaram ficar comigo, e meu marido, que estava a trabalho em Cuiabá (MT), voltou correndo para me consolar", complementa. Isso tudo aconteceu em uma sexta-feira de 2009. Na segunda-feira, mesmo muito triste, Vanessa foi trabalhar. Preocupado, um amigo quis saber o que estava acontecendo. Ao ouvir a história, recomendou que ela procurasse o médico de sua esposa.

 

Reviravolta

 

Durante a consulta com o especialista, ela recebeu as primeiras palavras de conforto. "O médico falou que estava tudo normal comigo. Descobri que estava com cinco semanas de gestação, e não com nove. Ele também pediu alguns exames mais específicos", revela. Um deles indicou que seu sangue coagulava demais, o que, por volta do quarto mês, poderia prejudicar a vida do neném devido à falta de irrigação sanguínea.

 

Para evitar esse quadro, durante a gravidez inteira ela precisou tomar doses diárias de uma injeção anticoagulante. Cada dose custava R$ 12, mas, felizmente, depois de um tempo, ela conseguiu receber o medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Superados esses problemas – e também o susto –, o restante da gravidez foi tranquilo. "Não tive enjoo ou mal-estar, nada disso", brinca. Duas semanas antes do parto, ela suspendeu a injeção anticoagulante, e, em 23 de fevereiro, nasceu Heloísa.

 

"Ela é um presente, muito sorridente e calma. Só fica nervosa quando tem cólica ", revela Vanessa, orgulhosa. Ela cuidará integralmente da menina até ela completar sete meses, quando voltará a trabalhar. O bebê, então, ficará em uma creche. A executiva ainda pensa em dar um irmãozinho para Heloísa, mas só daqui a cinco anos. Agora, só quer curtir a filha que lutou tanto para ter.

 

 

Foto: Arquivo pessoal

1 comentário nessa matéria

  • VALERIA BASILIO

    VALERIA BASILIO

    essa história e linda ... Deus a Abençõe ....

    Responder - 07 de dezembro às 13:45