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Determinada por uma série de fatores, nossa identidade é única e começa a ser construída no nascimento

A personalidade é a combinação de fatores biológicos (como raça, cor da pele e cabelo), socioculturais (por exemplo, educação, cultura, crenças e valores) e psicológicos (temperamento, caráter, habilidades e capacidades intelectuais, entre outros). Esse conjunto de características diferencia os indivíduos e se reflete na maneira de a pessoa enxergar a si mesma e os outros, bem como na forma de reagir aos fatos da vida e encarar as situações.
 

A formação da personalidade é um processo gradual, complexo e único para cada pessoa. Alguns traços são inatos, como o temperamento, as capacidades intelectuais e as habilidades. “Porém, as interferências do meio externo, como os estímulos ou as reprovações dos pais, podem ser determinantes para que essas características se desenvolvam – e permaneçam na vida adulta – ou desapareçam”, explica a psicóloga Cláudia P. S. Nogueira, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).


Não é possível determinar o momento exato em que se forma a personalidade, pois se trata do resultado das experiências e vivências do dia a dia. Mas sabe-se que ela tem início a partir do nascimento, por isso, os primeiros anos de vida são decisivos para sua elaboração. As atitudes dos pais influenciam muito na formação da identidade de seus filhos, visto que é por meio dessa relação que a criança aprende conceitos sobre si mesma e sobre o mundo. “Quando são incentivados a enfrentar obstáculos e desafios, e recebem elogios e carinho, os pequenos desenvolvem uma personalidade mais segura, com autoestima, tornando-se adultos com capacidade para superar e lidar com os obstáculos da vida”, conta Cláudia.


Da mesma forma, a criança deve ter liberdade para expressar suas emoções: alegria, afeto, tristeza, medo e raiva, ou seja, as chamadas emoções autênticas. Se for levada a reprimi-las, poderá se tornar um adulto com problemas de ansiedade, angústia e depressão, além de insegurança e baixa autoestima.


Já na adolescência surge a famosa “crise de identidade”. Nessa fase, é comum que o jovem “renegue” sua família e se identifique apenas com os amigos. “Isso acontece porque o adolescente precisa expandir seus horizontes e vivenciar novas experiências. A curiosidade e o interesse por outros modos de vida são saudáveis e naturais, e os pais devem ficar tranqüilos - o fato de conhecer comportamentos diferentes não significa que o adolescente se identifique com eles”, comenta a especialista. Pelo contrário: é por meio dessas descobertas que o jovem estabelece o que considera correto ou não, e é capaz de solidificar aspectos de sua identidade pessoal e social.


Para atravessar essa fase, que nem sempre é calma, a conversa, o respeito e a amizade entre os familiares são elementos fundamentais. “Muitas vezes, o jovem evita o convívio familiar por medo de reprovações e críticas. Por isso, é essencial que ele encontre segurança e aceitação em casa, bem como que os pais estejam sempre dispostos ao diálogo”, aconselha Cláudia.


 

1 comentário nessa matéria

  • MILENA SOARES

    MILENA SOARES

    Matéria bastante elucidativa, gostei

    Responder - 28 de fevereiro às 10:09