Adotar: um gesto de amor
Conheça o passo a passo da adoção, que permite que crianças e adultos realizem o sonho de construir uma família
Adotar é assumir voluntariamente os direitos e deveres parentais sobre uma criança ou um adolescente, que passa a ser, então, seu filho legítimo. É, acima de tudo, uma atitude de amor. Mas para que tenha validade, é preciso legalizá-la mediante um procedimento jurídico.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cerca de 578 crianças foram adotadas no Brasil desde 2008. Ainda assim, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), aproximadamente 4.760 aguardam um novo lar e mais de 27.200 pessoas querem adotar. A pergunta é: se há tantos interessados, por que dizem que o processo de adoção é demorado? “O procedimento é rápido, mas grande parte dos casais quer adotar uma menina, branca, de 0 até 4 anos de idade. Essa preferência dificulta e retarda o processo, já que as crianças dos abrigos são, na sua maioria, meninos e pardos. E mais da metade está acima dos 6 anos de idade”, conta Lucianne Scheidt, socióloga do Projeto Afeto que Transforma.
Mais simples do que se imagina
O interessado deve se inscrever perante o Juízo da Infância e Juventude do seu domicílio, fornecendo os documentos solicitados e autorizando a realização de visitas técnicas em sua residência. “Nesse período, ocorrem entrevistas com um psicólogo e um assistente social, que avaliam a condição socioeconômica dos pretendentes, assim como a sua estabilidade conjugal e o seu equilíbrio psicológico”, salienta o advogado Munir Cury. Desde a implementação da Lei da Adoção (Lei n. 12.010, de 03.08.2009), exige-se que o interessado em adotar uma criança participe de reuniões que o orientem e preparem para a chegada do novo membro à família.
As exigências para quem adota

Quem deseja adotar deve ter mais de 18 anos e, pelo menos, 16 anos a mais do que a criança a ser adotada, independentemente do estado civil. “Mas, no caso de ser casado ou viver em concubinato, a solicitação deve ser feita por ambos. Em relação aos casais homossexuais, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo. Atualmente, grande parte dos magistrados concede a adoção nesses casos”, explica o advogado.
Adaptação tranquila e feliz
“Durante o período de convivência — antes de formalizar a adoção —, os encontros ocorrem no abrigo onde a criança mora. À medida que ela fica mais confiante, os futuros pais podem levá-la para passeios”, conta Ana Lucia Cavalcante, psicóloga do Projeto Afeto que Transforma.
E para que a adaptação na nova casa ocorra com tranquilidade, os pais adotivos devem transmitir segurança à criança. “Eles precisam agir com naturalidade, fazendo com que ela se sinta amada e acolhida”, explica Cintia Liana, psicóloga especialista em adoção.
O empresário Antonio Macedo, de 32 anos, relata um pouco da sua experiência: “O Pedro chegou em casa há um ano, quando tinha 6 anos de idade. Eu e a Carla, minha esposa, estávamos ansiosos, queríamos agradá-lo de todas as formas; afinal, era a realização do nosso grande sonho. Até que percebemos que ele estava assustado e intimidado com o nosso comportamento. Aos poucos, relaxamos e passamos a agir realmente como pais. Hoje, brincamos, rimos, mas também damos bronca, olhamos a lição de casa, mandamos escovar os dentes... Nós amamos o Pedro exatamente como se ele fosse nosso filho biológico”.





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JACK S2 NANDA
Aos 15 anos por conta de um problema de saúde muito sério e que me causava muito transtorno e muitas, mas, muitas dores, precisei tirar meu útero. Foi a maior perda que tive em toda minha vida, pois meu maior sonho sempre foi o de ser mãe. Hoje com 25 anos e casada gostaria muito de adotar uma criança, mas imaginava que fosse muito mais difícil. Obrigada equipe do portal vital pela matéria, vocês não podem imaginar o quanto me trouxeram esperança. Deus os abençoe muitíssimo.
celiana santiago
Sou a favor da adoção, porém no brasil é tão complicado, pois em 2004 entrei na fila de adoção aqui na minha cidade, e até em 2010 não fui chamada.Sendo que no fim deste ano acabei cancelanda o processo de adoção.Sendo que em uma das minhas visitas , fui informada pela assiatente que não existia criança para adotar na minha cidade, e sei que não é bem isso que acontece. Eu me decepcionei com a forma que dão pouco valor na adoção no Brasil.
Sonia Maria Alves de Carvalho
Eu tenho uma filha adotiva,peguei com 2 dias,hoje tem 23 anos,é o grande amor de minha vida,quem puder adote.,
CASSIA DOS SANTOS OLIVEIRA
Sou a favor de adotar uma criança, porém infelizmente aqui no nosso Pais nem todos conseguem, pois a burocracia é enorme!
SIMONE QUINTAL CARDOSO
Lindo gesto de amor,pena que aqui no Brasil tem uma burocracia para adotar.....................
VALDIMIR MACHADO
ou melhor minha esposa tem pre eclapcia
VALDIMIR MACHADO
eu tenho dois filhos e sonho em adotar uma menina,pois ñ posso ter + filhos devido a pre eclapcia durante minhas gestações.parabéns pela materia.
LUCIANA CARESIA MARQUES
Linda matéria... Me emocionei!
DANIELE ANDRES
Concordo, Luciana! Também fiquei muito tocada! :')