Portal Vital

563 Matérias - 233 Likes - 1210 Comentários RSS

Relacionados

Todos os assuntos

Conheça o passo a passo da adoção, que permite que crianças e adultos realizem o sonho de construir uma família

Adotar é assumir voluntariamente os direitos e deveres parentais sobre uma criança ou um adolescente, que passa a ser, então, seu filho legítimo. É, acima de tudo, uma atitude de amor. Mas para que tenha validade, é preciso legalizá-la mediante um procedimento jurídico.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cerca de 578 crianças foram adotadas no Brasil desde 2008. Ainda assim, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), aproximadamente 4.760 aguardam um novo lar e mais de 27.200 pessoas querem adotar. A pergunta é: se há tantos interessados, por que dizem que o processo de adoção é demorado? “O procedimento é rápido, mas grande parte dos casais quer adotar uma menina, branca, de 0 até 4 anos de idade. Essa preferência dificulta e retarda o processo, já que as crianças dos abrigos são, na sua maioria, meninos e pardos. E mais da metade está acima dos 6 anos de idade”, conta Lucianne Scheidt, socióloga do Projeto Afeto que Transforma.

Mais simples do que se imagina

 

O interessado deve se inscrever perante o Juízo da Infância e Juventude do seu domicílio, fornecendo os documentos solicitados e autorizando a realização de visitas técnicas em sua residência. “Nesse período, ocorrem entrevistas com um psicólogo e um assistente social, que avaliam a condição socioeconômica dos pretendentes, assim como a sua estabilidade conjugal e o seu equilíbrio psicológico”, salienta o advogado Munir Cury. Desde a implementação da Lei da Adoção (Lei n. 12.010, de 03.08.2009), exige-se que o interessado em adotar uma criança participe de reuniões que o orientem e preparem para a chegada do novo membro à família.

As exigências para quem adota
 


Quem deseja adotar deve ter mais de 18 anos e, pelo menos, 16 anos a mais do que a criança a ser adotada, independentemente do estado civil. “Mas, no caso de ser casado ou viver em concubinato, a solicitação deve ser feita por ambos. Em relação aos casais homossexuais, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo. Atualmente, grande parte dos magistrados concede a adoção nesses casos”, explica o advogado.


Adaptação tranquila e feliz

“Durante o período de convivência — antes de formalizar a adoção —, os encontros ocorrem no abrigo onde a criança mora. À medida que ela fica mais confiante, os futuros pais podem levá-la para passeios”, conta Ana Lucia Cavalcante, psicóloga do Projeto Afeto que Transforma.
E para que a adaptação na nova casa ocorra com tranquilidade, os pais adotivos devem transmitir segurança à criança. “Eles precisam agir com naturalidade, fazendo com que ela se sinta amada e acolhida”, explica Cintia Liana, psicóloga especialista em adoção.

O empresário Antonio Macedo, de 32 anos, relata um pouco da sua experiência: “O Pedro chegou em casa há um ano, quando tinha 6 anos de idade. Eu e a Carla, minha esposa, estávamos ansiosos, queríamos agradá-lo de todas as formas; afinal, era a realização do nosso grande sonho. Até que percebemos que ele estava assustado e intimidado com o nosso comportamento. Aos poucos, relaxamos e passamos a agir realmente como pais. Hoje, brincamos, rimos, mas também damos bronca, olhamos a lição de casa, mandamos escovar os dentes... Nós amamos o Pedro exatamente como se ele fosse nosso filho biológico”.

9 comentários nessa matéria

  • JACK S2 NANDA

    JACK S2 NANDA

    Aos 15 anos por conta de um problema de saúde muito sério e que me causava muito transtorno e muitas, mas, muitas dores, precisei tirar meu útero. Foi a maior perda que tive em toda minha vida, pois meu maior sonho sempre foi o de ser mãe. Hoje com 25 anos e casada gostaria muito de adotar uma criança, mas imaginava que fosse muito mais difícil. Obrigada equipe do portal vital pela matéria, vocês não podem imaginar o quanto me trouxeram esperança. Deus os abençoe muitíssimo.

    Responder - 27 de janeiro às 12:02
  • celiana santiago

    celiana santiago

    Sou a favor da adoção, porém no brasil é tão complicado, pois em 2004 entrei na fila de adoção aqui na minha cidade, e até em 2010 não fui chamada.Sendo que no fim deste ano acabei cancelanda o processo de adoção.Sendo que em uma das minhas visitas , fui informada pela assiatente que não existia criança para adotar na minha cidade, e sei que não é bem isso que acontece. Eu me decepcionei com a forma que dão pouco valor na adoção no Brasil.

    Responder - 20 de janeiro às 12:21
  • Sonia Maria  Alves de Carvalho

    Sonia Maria Alves de Carvalho

    Eu tenho uma filha adotiva,peguei com 2 dias,hoje tem 23 anos,é o grande amor de minha vida,quem puder adote.,

    Responder - 19 de janeiro às 22:33
  • CASSIA DOS SANTOS OLIVEIRA

    CASSIA DOS SANTOS OLIVEIRA

    Sou a favor de adotar uma criança, porém infelizmente aqui no nosso Pais nem todos conseguem, pois a burocracia é enorme!

    Responder - 09 de janeiro às 20:41
  • SIMONE QUINTAL CARDOSO

    SIMONE QUINTAL CARDOSO

    Lindo gesto de amor,pena que aqui no Brasil tem uma burocracia para adotar.....................

    Responder - 13 de dezembro às 08:58
  • VALDIMIR MACHADO

    VALDIMIR MACHADO

    ou melhor minha esposa tem pre eclapcia

    Responder - 24 de novembro às 17:39
  • VALDIMIR MACHADO

    VALDIMIR MACHADO

    eu tenho dois filhos e sonho em adotar uma menina,pois ñ posso ter + filhos devido a pre eclapcia durante minhas gestações.parabéns pela materia.

    Responder - 24 de novembro às 17:38
  • LUCIANA CARESIA MARQUES

    LUCIANA CARESIA MARQUES

    Linda matéria... Me emocionei!

    Responder - 10 de novembro às 14:05
  • DANIELE ANDRES

    DANIELE ANDRES

    Concordo, Luciana! Também fiquei muito tocada! :')

    Responder - 10 de novembro às 14:06