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De uma simples prova para avaliar escolas do antigo colegial a uma oportunidade para entrar na faculdade. Essa é, em resumo, a trajetória do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cuja última edição foi realizada no início deste mês e terá o resultado divulgado em 5 de fevereiro.


Criado em 1998, até o ano passado ele era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com as disciplinas ministradas no ensino médio. Neste ano, mudou: passou a abordar diretamente essas matérias. O objetivo do Ministério da Educação é transformá-lo numa espécie de vestibular nacional. Assim, os jovens não precisariam mais prestar várias provas. E ficaria mais fácil para o aluno concorrer a universidades distantes de sua cidade — um estudante de Manaus, por exemplo, poderia fazer o Enem na própria capital do Amazonas e, com a nota obtida, concorrer a uma vaga no Rio Grande do Sul.

A estreia do novo modelo, porém, foi problemática. As provas vazaram, o que obrigou o governo a adiar o exame — estava marcado para início de outubro, foi feito em 5 e 6 de dezembro. Isso atrapalhou o cronograma de algumas universidades, que decidiram não usar a nota do Enem em seus vestibulares deste ano. Como consequência, e também por causa da chuva, muitos estudantes acabaram desistindo de fazer a prova — a abstenção foi de quase 40%, o equivalente a 1,6 milhão de candidatos dos 4,1 milhões de inscritos em todo o país.

De todo modo, algumas universidades vão usar o Enem deste ano como ferramenta de seleção — só federais são 68. A perspectiva é que, em 2010, esse número aumente e inclua algumas universidades conceituadas que desistiram de usar o exame de 2009 por conta do atraso, como USP, Unicamp, PUC e Fundação Getúlio Vargas.

 

2 comentários nessa matéria

  • VALDIMIR MACHADO

    VALDIMIR MACHADO

    depois de anos estou tentando entrar na faculdade agora nunca é tarde p/ estudar

    Responder - 17 de junho às 17:23
  • CRISTIANE BISPO

    CRISTIANE BISPO

    já é um pequeno passo para tentar diminuir as desigualdades sociais,mas é preciso mais,melhorar o ensino básico,médio,para enfim,todos disfrutarem do desenvolvimento em todas as camadas da sociedade.

    Responder - 16 de dezembro às 15:14