Boa forma na ponta dos pés
Saiba como o balé ajuda a deixar suas pernas torneadas e seu andar mais elegante
Apresentação do Ballet Stagium baseada na obra de Chico Buarque. Foto: Arnaldo G. Torres
Criado no século XV, na Itália, o balé clássico é uma forma que a mulher contemporânea encontrou para exercitar seu corpo sem precisar recorrer às academias. Globais como Cláudia Raia, Alinne Moraes, Carolina Dieckmann e Daniele Suzuki já aderiram à dança e usam passos, plies e releves para manter a boa forma.
Os benefícios são muitos. E melhor: aparecem rapidamente. "Em duas semanas já é possível perceber mudanças na postura, que fica mais elegante, e o porte torna-se mais alongado", explica Cristiane Rabelo, diretora do Studio Corpo e Dança e há seis anos responsável pela coreografia da escola de samba X-9 Paulistana, de São Paulo. Segundo ela, as partes do corpo mais favorecidas com a prática são, sem dúvida, os membros inferiores. "As pernas ficam musculosas, mas sem aquele efeito exagerado da academia. O bumbum ganha rigidez, e o abdômen e as costas também são trabalhados”.
Vale destacar que o balé ainda ajuda a desenvolver a flexibilidade, a força muscular, o equilíbrio, o ritmo e a leveza nos praticantes.
Diversas vantagens
Para a diretora-fundadora do Ballet Stagium, Marika Gidali, os benefícios da dança não se limitam ao aperfeiçoamento da musculatura do corpo. "A pessoa se conscientiza do corpo que tem, e isso se reflete em outros aspectos da sua vida", afirma. Cristiane complementa: "a música clássica desperta emoções, libera as tensões do cansaço físico e mobiliza os sentimentos".
O balé também contribui para aumentar a autoestima e a autoconfiança, sendo, dessa forma, mais do que indicado para pessoas tímidas. "Sentimentos ruins como tristeza e angústia são atenuados. Passamos a nos amar mais, a sorrir mais e até a falar mais", ressalta Pat Sauer, bailarina, professora e proprietária da Sauer Danças, do Rio de Janeiro.
“A respiração é outro aspecto favorecido”, explica Érika Rosendo, professora de dança contemporânea da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, a única extensão estrangeira do Teatro Bolshoi de Moscou. "A dança gera bem-estar, pois é possível dominar a respiração durante os movimentos, algo que no dia a dia não damos tanta importância, mas que, na hora de dançar, é um elemento que ajuda na desenvoltura do corpo ", diz a especialista.
Escola do Teatro Bolshoi em Joinville é a única extensão estrangeira do Teatro Bolshoi de Moscou. Foto: Divulgação
Não há limite de idade para a prática do balé. Na Sauer Danças, por exemplo, há bailarinas de 3 a 70 anos. Porém, para se profissionalizar, é preciso começar ainda criança. "Até os oito anos, os ligamentos do corpo não estão endurecidos, então é mais fácil alongar e modelar o corpo, tornando-o mais flexível", obseva Cristiane Rabelo.
A procura pelas aulas vem aumentando e boa parte desse sucesso se deve ao reconhecimento que as companhias brasileiras de balé têm conquistado no exterior. Só para citar um exemplo, o Grupo Corpo de Belo Horizonte, atualmente faz temporada nos Estados Unidos. E não podemos deixar de falar de Deborah Colker, a primeira mulher a dirigir uma coreografia do Cirque du Soleil.
E a dança também está em evidência em Hollywood. O filme "Cisne Negro", que concorre a cinco Oscar, usa a arte como pano de fundo para uma história sobre inveja em um famoso corpo de dança. Gostou? Então pegue sua sapatilha, vá à escola mais próxima e aproveite todos os benefícios do balé.





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ANDRE REZENDE
Além de nos deixar em forma, mantém nosso corpo em equilíbrio.