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Fazer o que os médicos sugerem é essencial; aproveitar a vida também

Para chegar bem à faixa dos 80 anos, não há muitos segredos. É claro que há fatores genéticos e também imprevistos. Mas, em geral, o melhor é seguir as recomendações dos médicos. A geriatra Elisa Franco de Assis Costa, coordenadora do Programa de Residência Médica em Geriatria do Hospital de Urgência de Goiânia (GO), resume desta forma: “ter alimentação saudável, sem frituras, gorduras nem demais abusos, praticar diariamente algum tipo de exercício físico e não fumar”.

 

Só isso? Bom, esses pontos são fundamentais. Só que há outros. Aproveitar mais a vida, por exemplo. “Mesmo quem já é idoso deve fazer isso. Pode ir a eventos especiais para esse público, programados por centros e órgãos públicos, como festas, celebrações etc.”, sugere a médica.

 

É o que faz a dona de casa Elvira Breves, que completa 105 anos neste mês. "Eu levei minha vida de uma forma simples. Talvez isso tenha me trazido até aqui", comenta. "Não tive nenhum cuidado especial. Fui muito bem casada, gerei filhos e sempre encarei tudo de um jeito simples, comum.”

 

No entanto, comum, para Elvira, não significa monótono. Essa paulistana vai todo ano para a praia, geralmente próximo do Ano Novo. Frequentemente visita os filhos, netos e bisnetos que moram em outros municípios. Quando tinha 102 anos, foi homenageada pelo Rotary Club do Butantã, em São Paulo, por sua participação na entidade — aliás, fundada nos Estados Unidos 17 dias depois do nascimento de Elvira. Em sua festa de 100 anos, foram exibidas fotos dela mergulhando nas águas limpas de Bonito (MS). Na época da viagem, porém, ela era bem mais nova: tinha só 98...

 

Independente e de bem com a vida

 

A comerciante aposentada Anita Laurino segue caminho parecido. Aos 79 anos (80 a serem completados em maio), gosta muito de passear. Vai sozinha à feira, ao mercado, adora andar de metrô e pega ônibus “numa boa”. Mora sozinha e tem prazer especial em viajar. “Toco a minha vida toda sem depender dos filhos. Sempre temos algumas limitações, porém, não tenho do que reclamar”, conta ela, que nasceu em Campinas (SP), contudo, mora em São Paulo desde os 2 anos.

 

“Eu leio muito, adoro fazer palavras-cruzadas e acho que isso me ajuda a viver bem. A alimentação também. Como frutas, verduras e legumes todos os dias e sempre foi assim. Aqui em casa isso nunca falta”, salienta.

 

Anita tem outros hábitos semelhantes aos sugeridos pela geriatra Elisa: prevenir-se e seguir as recomendações dos especialistas. “Tomo alguns remédios: para colesterol, pressão, que é bem controlada, e osteoporose. E agora em 2010 eu pretendo começar a hidroginástica, por orientação médica”, conta.

 

A médica Elisa considera importante procurar recomendação em caso de qualquer mal-estar, pois isso contribui para um diagnóstico precoce e um melhor tratamento. “Há 40 anos, quem tinha Alzheimer, por exemplo, era considerado caduco. Hoje em dia, há um diagnóstico bem precoce, o que possibilita retardar os efeitos da doença. Ela é irreversível, mas remédios e tratamentos melhores tornam o progresso mais lento e melhoram em muito a qualidade de vida das pessoas”, afirma.

 

Muita idade com saúde

 

 

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