Muita idade com saúde
População com mais de 80 anos cresce e esbanja vitalidade
Ainda não foi descoberta a fonte da juventude, aquela que — pelo menos é o que se acredita — garantiria vitalidade eterna para os que nela se banhassem. Mas parece que, de algum modo, suas águas andam respingando por aí. Isso porque estamos vendo um número cada vez maior de pessoas que passam dos 80 anos esbanjando saúde. Elas formam o que tem sido chamado de “quarta idade”.
Quarta? É. A já famosa “terceira idade”, termo em geral usado para se referir a quem tem mais de 60 anos, expandiu-se tanto que surgiu a necessidade de criar uma expressão para designar um grupo específico, os muito idosos. “Quarta idade” define uma população que aumenta em ritmo acelerado em todo o mundo: os que atingiram (com ótima saúde) mais de 85 anos em países desenvolvidos e mais de 80 em nações em desenvolvimento.
“Essa é a população que mais cresce em todo o mundo”, afirma a médica Elisa Franco de Assis Costa, coordenadora do Programa de Residência Médica em Geriatria do Hospital de Urgência de Goiânia (GO).
No Brasil
A tendência ocorre também no nosso país. Entre 1940 e 2008, a esperança de vida no País passou de 45/50 anos para 72/86 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2050, projeta-se que o brasileiro viverá, em média, 81 anos. Serão 14 milhões de pessoas acima da faixa dos 80, prevê o instituto.
E quais as razões desse boom? “Questões como vacinação, melhores medicamentos, mais conhecimento dos médicos e uma assistência eficiente contribuem muito para a melhor expectativa de vida hoje”, explica Elisa.
Boa parte dessa população não só tem mais longevidade como vive melhor. “Antes, a imagem do idoso era a dele se restringindo ao seu quarto. Preocupava-se mais em sobreviver quando tinha algum problema. Hoje em dia, conhecendo-se mais e sabendo das facilidades, ele quer voltar a viver de forma plena, sem dependências”, destaca a geriatra.





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