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A adolescência é uma fase de descobertas, seja na vida pessoal ou na escolar. Imagine, então, passar por este período longe dos pais e amigos? Muitos adolescentes decidem ter essa experiência e recorrem a agências de intercâmbio para se inscrever em programas de high school (em português, Ensino Médio) no exterior. Lá, eles curtem novas amizades e culturas diferentes, porém, sem descuidar do boletim.

 

Para participar, basta procurar uma agência de intercâmbio de confiança, ter entre 14 e 17 anos, estar matriculado em uma escola no Brasil e, em alguns casos, não ser repetente. Na inscrição, o aluno precisa trancar a matrícula no colégio e escolher entre cursar um semestre ou um ano. Os preços variam de acordo com o período escolhido – o pacote mais barato, de US$ 4 mil (R$ 7 mil, aproximadamente), diz respeito a um programa de 21 dias em Los Angeles, enquanto o mais caro, de US$ 8 mil (R$ 14 mil, aproximadamente), que inclui um ano nos Estados Unidos e com hospedagem em casa de família. 

 

Na volta ao Brasil, os créditos obtidos com as matérias precisarão ser validados junto ao Ministério da Educação (MEC), para que o aluno não seja reprovado quando retornar às terras brasileiras. Estados Unidos e Canadá são os principais destinos escolhidos pelos estudantes. "De uma maneira geral, há uma preferência por países de língua inglesa", explica a gerente comercial da agência de intercâmbio Experimento, em São Paulo, Emilia Miguel.

 

O Texas (EUA) foi o estado que o estudante Pedro Graça, de 17 anos, escolheu. Em agosto do ano passado, ele decidiu cursar um semestre na cidade de West Point. "Eu queria melhorar meu inglês e conhecer uma cultura diferente. Porém, tive receio de não entender o sotaque, mas foi ótimo", complementa Pedro, que diz ter feito grandes amizades no colégio.

 

Intercâmbio pelo Rotary

 

No Brasil, outra opção para cursar o high school no exterior é por meio dos clubes do Rotary International, uma organização que presta serviços humanitários e foi criada, em 1905, por um grupo de amigos em Chicago (EUA). Preocupados em promover a boa vontade e a paz mundial, eles criaram também uma fundação, que até hoje oferece bolsas educacionais entre países.

 

O grupo oferece o curso em mais de 80 países, conforme explica o responsável pelo programa de intercâmbio de jovens do D (distrito) 4610 da organização, Raul Casanova. Adolescentes entre 15 e 18 anos (não completos até a data da viagem) podem participar.

 

"Os jovens apresentam a candidatura nos clubes, que os selecionam. Não é necessário que os pais sejam membros do clube, no entanto, eles precisam oferecer a casa para receber intercambistas no mesmo período em que seu filho está no exterior", complementa.
Os escolhidos fazem provas de conhecimentos gerais e idioma nos distritos – que reúnem cerca de 50 clubes. Elas têm caráter classificatório. Os mais bem colocados escolhem o país de destino e assim vai até que todas as vagas disponíveis no intercâmbio estejam reenchidas.

 

Durante o intercâmbio – que pode durar de 3 meses a um ano -, o adolescente muda de casa de família a cada três meses. "A ideia é que eles possam ter experiências culturais diferentes no mesmo país", explica Casanova. Os custos administrativos do programa giram em torno de R$ 4 mil, e cada família ainda precisa enviar um mínimo de US$ 150 (cerca de R$ 265) ao adolescente por mês, para que ele possa gastar no local.

 

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