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Quem tem criança em casa sabe que final de férias escolares geralmente é sinônimo de dor de cabeça. Afinal, depois de semanas fora da rotina, sem hora marcada para nada e nenhuma atividade a ser feita - a não ser brincar e se divertir -, chega o momento de colocar o relógio  dos pequenos para funcionar. Isso sem falar nos gastos característicos do período: compra de uniforme, de material escolar, mochila, livros... Mas uma boa notícia: por mais complicada que essa fase possa parecer, há maneiras de amenizar seus impactos - tanto no sentido emocional quanto no financeiro!

 

Para começar, saiba que não adianta esperar que seus filhos aceitem numa boa as mudanças - ou seja, alterações drásticas, feitas de uma hora para outra, tendem a não funcionar. E mais: agindo assim, quem vai se estressar além do necessário é você. "Comece a mudar os hábitos uma semana antes do início das aulas, para uma readaptação progressiva. Converse e esclareça a situação e as regras que passarão a vigorar, como a alteração da hora de comer e dormir e a atribuição de algumas tarefas a fim de reduzir o tempo que elas passam brincando”, aconselha a psicanalista e educadora Cristina Rocha, de São Paulo (SP).

 

No entanto, todos devem contribuir. Não adianta colocar a criança na cama e o restante da casa continuar na maior animação. Desacelerar em conjunto, nesses casos, é a melhor solução. Até porque os adultos também terão de se adequar à nova realidade. Eles precisam preparar o café da manhã, arrumar o filho para o colégio ou acompanhar as lições de casa depois de um dia inteiro de trabalho.

 

 

Rever o esquema adotado no ano passado e mudar o que não deu certo ajuda a família a se organizar. Se já tiver os horários das aulas e das atividades extracurriculares em mãos, faça uma tabela no computador e imprima. Depois, estabeleça a rotina de todos a partir dos compromissos da criança. O controle tem de ser feito pelos pais, que devem impor os limites e não ceder às insistências de jeito nenhum.

 

É importante ressaltar que, apesar de todos os esforços, os pequenos ainda ficarão muito cansados nos primeiros dias, sobretudo se estiverem mudando de colégio: a novidade leva à excitação de conhecer novos amigos, professores e matérias. “Falar com os filhos sobre essa experiência pode deixá-los mais calmos e seguros. Procurar a educadora para ficar por dentro das novidades também auxilia”, explica Cristina Rocha.

 

Reciclar para economizar

 

Resolvida a parte emocional, é tempo de cuidar do bolso. Apesar de o início das aulas estar próximo, é possível economizar na compra do material escolar. Uma alternativa é, antes de sair correndo para a papelaria com a lista na mão, checar os produtos que sobraram do ano anterior e ver com a mãe de um aluno mais velho se ela aceita que seu filho reaproveite alguns livros. Como os maiores não vão usar mais mesmo, não custa nada doar a um amiguinho.

 

Recicle as folhas em branco que restaram nos cadernos, juntando-as em uma única espiral. “Se a criança se opuser, fale que esse é um produto especial, já que ninguém mais vai ter”, afirma o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira e autor dos livros “Terapia Financeira” e “O Menino do Dinheiro”.

 

Vale a pena também ligar para a escola e perguntar o que pode ser entregue nos demais trimestres, visando aliviar as contas de janeiro. “Comprar parcelado não é uma boa opção. A família vai acabar ficando mais endividada”, ensina o especialista.

 

Juntar um grupo de pais para ir a uma loja de atacado, onde os artigos são vendidos em pacote, rende uma economia de até 20%. Além de garantir uma grana a mais no bolso, os laços podem se estreitar. Quem sabe não surja um rodízio de pais para levar e buscar as crianças no colégio? “É possível até eliminar o dinheiro da perua. Assim, todos acabam lucrando”, diz Domingos.

 

A mesma linha de raciocínio serve para o uniforme. Reutilize as peças usadas em 2010, mesmo que elas precisem de pequenas reformas. E, se tiver dinheiro em caixa, compre os modelos de inverno agora, quando a procura é menor e, consequentemente, o preço está mais em conta.

 

 

 

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2 comentários nessa matéria

  • FERNANDA PAZ FERNANDES

    FERNANDA PAZ FERNANDES

    Eu amei,obrigada!

    Responder - 07 de fevereiro às 16:37
  • FERNANDA PAZ FERNANDES

    FERNANDA PAZ FERNANDES

    Eu amei,obrigada!

    Responder - 07 de fevereiro às 16:37