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Atitudes embaraçosas e perguntas constrangedoras fazem parte do desenvolvimento saudável da criança, desde que sem exageros. “É importante que os pais percebam se a curiosidade está de acordo com a idade ou se é sinal de precocidade”, explica o psicólogo Ildo Rosa da Fonseca. Veja o que fazer quando as ações extrapolam o esperado.

Entre os 4 e 5 anos, é normal...

... a criança perguntar de onde veio e como foi parar na barriga da mamãe. “Ela tem curiosidade a respeito de seu nascimento e origem”, comenta Ildo. Ela percebe, também, que tocar nos seus órgãos genitais dá prazer. “Caso os pais vejam a criança se acariciando na frente de outras pessoas, em vez de dar bronca, devem dizer que este é um ato íntimo e que não deve ser feito na frente dos outros. Ou, então, convidá-la para brincar de outra coisa”, orienta o psicólogo.


“Fiz uma festa, e a casa estava cheia de convidados. De repente, meu filho Vitor, de 5 anos, e sua amiguinha Natália, de 6 anos, apareceram pelados na sala. Morri de vergonha”, lembra Suzana Ferreira, 32 anos, arquiteta e mãe de Vítor. Nessa fase, o pequeno está descobrindo tanto o seu próprio corpo quanto o dos outros, além de começar a perceber a diferença entre meninos e meninas. “A criança ainda não tem uma visão erótica dessas manifestações, mas vai crescer e viver em sociedade. É preciso mostrar que vivemos com outras pessoas e que precisamos respeitá-las. Ensine que parte desse respeito é não mostrar seu órgão sexual para todo mundo”, ensina Ildo.


Mas merece atenção...

... a criança que, nesta fase, quer beijar na boca ou usa expressões de adultos, como, por exemplo, a palavra “transar”. “Ao se comportar dessa forma precoce, ela está representando o que vê o adulto fazer”, explica o psicólogo. Em outras palavras, ela desperta para as questões sexuais porque recebe estímulos à sua volta: assiste a programas inadequados para sua faixa etária ou usa produtos e roupas para adultos. “Depois que a criança despertou para o assunto, não adianta proibir, porque ela vai conseguir burlar. Converse e chame sua atenção para outras atividades, como brinquedos e passeios”, aconselha Ildo.

Há poucos dias, Gabriela, de 4 anos, beijou seu amiguinho Tiago na boca. Flávia Pacheco, sua mãe, levou o maior susto e ficou sem saber como agir. “O melhor é falar com a criança e, olhando nos olhos dela, dizer que beijar é gostoso, que a mamãe e o papai também gostam de beijos, mas que agora ela pode aproveitar para fazer outras coisas mais divertidas para a sua idade”, diz Ildo. É importante “personalizar” a conversa, citando exemplos de fatos ocorridos com os pais, para demonstrar que eles compreendem o que a criança está vivenciando.

Para evitar a precocidade

Os pais devem perder o medo de frustrar os filhos. “Uma criança de 4 ou 5 anos deve brincar, se vestir com roupas próprias para sua idade e assistir a programas infantis. Se ela fizer birra e quiser algo que os pais considerem inadequado, é preciso dizer não, com carinho e firmeza”, conclui o psicólogo.

 

 

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1 comentário nessa matéria

  • CRISTINA CASTRO

    CRISTINA CASTRO

    Otima materia. Muitos pais tem duvidas sobre o assunto, mas nao sabem a quem recorrer. Parabens!

    Responder - 20 de julho às 12:00