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Plástico biodegradável surge como substituto ecologicamente correto

Bem no meio do oceano Pacífico, existe uma área conhecida como Mar de Plástico, cuja extensão corresponde à soma da área dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. O local ganhou esse nome por causa do acúmulo do material. Os plásticos jogados no mar ao redor do mundo se concentram nessa região por causa das correntes marítimas. O pior é que o polietileno, elemento químico que faz parte da composição do plástico, demora até 500 anos para se decompor.

 

Preocupadas com o meio ambiente, algumas empresas começam a apostar no material biodegradável, que leva, em média, 180 dias para ser absorvido pela natureza. A Unilever é uma delas. A embalagem tipo shrink da edição nº 3 da revista VITAL, por exemplo, tem 45% de sua composição de amido de milho. Os outros 55% são de fonte fóssil biodegradável, explica Amanda Terencio, responsável pelo departamento comercial da Plastifilme, fabricante do produto que envolve a publicação.

 

"Ele se torna biodegradável devido à alteração molecular do polímero, que ganha uma concentração maior de oxigênio. Durante a decomposição, fragmenta-se em pedaços muito pequenos. Assim, as bactérias se alimentam dele", afirma Amanda. Mas, para que isso aconteça, é preciso que o local onde o plástico é descartado seja de terra e tenha oxigênio e alta umidade. Os micro-organismos que se alimentam do material biodegradável vivem nesse ambiente.

 

Essas formas de plástico também servem como recipiente para descartar alimentos orgânicos, por exemplo. Assim, basta jogá-los em recipientes reservados para o lixo orgânico ou em centrais de compostagem, que tratam os resíduos orgânicos. Nestes locais, o que não for decomposto pelas bactérias vira adubo. Há lugares específicos para o descarte de lixo orgânico nas principais capitais do Brasil. Informe-se com a Secretaria do Meio Ambiente da sua cidade.

 

"Nos aterros sanitários, o plástico biodegradável leva mais tempo para se decompor caso o lixo fique sob outros resíduos, sem acesso ao oxigênio”, ressalta Amanda. Por isso, evite descartá-lo nesses locais. Segundo a responsável pelo departamento comercial da Plastifilme, se o material permanecer em contato com outros dejetos, na ausência de ar, pode virar gás metano – um dos agentes causadores do efeito estufa.

 

O que se vende por aí

 

Apesar de ser uma alternativa melhor ao meio ambiente, a empresa ainda estuda meios para tornar o produto comercialmente viável. Por enquanto, o plástico biodegradável custa quatro vezes mais do que os de polietileno comuns. “Infelizmente, a maioria das empresas ainda não tem a cultura do ecologicamente correto e se preocupa mais com o preço”, comenta Amanda. Por isso, a produção não é feita em larga escala. “Mais pedidos com certeza diminuiriam esse custo”, completa a executiva. 

 

Não se deixe enganar. Nos supermercados, há marcas que oferecem sacolas de plástico com a classificação de biodegradável, mas que, na verdade, são oxidegradáveis. "As empresas usam a nomenclatura erroneamente”, alerta Amanda. Esse material não passa por alteração molecular. “Com isso, ele se fragmenta em pedaços mínimos, mas não desaparece. São como minúsculos sacos plásticos invisíveis a olho nu, mas que estão lá."

 

Este é o plástico shrink que envolveu a Revista VITAL desta edição

 

Sugerimos que você corte este plástico com cuidado para que ele sirva de recipiente para dejetos orgânicos

 

Coloque o lixo orgânico e descarte-o em recipientes próprios para que seja decomposto pela natureza

 

Fotos: Niels Andreas Glogowski

 

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