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Você lembra onde foi parar a bateria do seu último celular? Não? Pois aí vai uma notícia que serve de alerta aos desavisados: além de conter metais pesados e nocivos à saúde humana, ela pode vazar no meio ambiente se descartada como detrito comum, que geralmente segue para aterros sanitários. Mais preocupante é saber que esse componente é apenas um exemplo de lixo eletrônico, problema de coleta de resíduos de maior crescimento no mundo.

 

Para ter uma ideia, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que, em 10 anos, esses resíduos devem aumentar 500% em todo o mundo. Aparelhos de som, micro-ondas e ar condicionado, computadores, geladeiras, impressoras, lâmpadas e pilhas também fazem parte dessa lista, que abrange equipamentos descartados geralmente por terem se tornado obsoletos, diante do constante avanço da tecnologia.

 

Estender a vida útil dos aparelhos por meio da reciclagem é apenas uma das soluções já pensadas e oferecidas à população para enfrentar o problema. A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, criou o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática. Lá, técnicos desmontam centenas de computadores para reaproveitar as peças. Um aparelho de modelo antigo pode virar um servidor de arquivos no futuro, entre outros usos.

 

Na mesma linha, a organização não governamental (ONG) e-Waste disponibiliza imagens sobre lixo eletrônico que possibilitam observar como a má disposição de materiais eletroeletrônicos pode prejudicar o meio ambiente.

 

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo implementou, por sua vez, o projeto E-lixo Maps, um sistema on-line que associa a plataforma do Google Maps com um banco de dados dos postos de coleta de “e-lixo” (lixo eletrônico) paulista. Basta acessar o site www.e-lixo.org para obter informações úteis como a localização do posto de descarte eletrônico mais próximo de casa ou do trabalho.

 

As redes de mercados Pão de Açúcar e Extra, por exemplo, estão catalogadas no projeto. Ao todo, são 20 lojas que coletam pilhas e baterias e 34 que recebem baterias de celulares, espalhadas no Estado de São Paulo e em Curitiba (PR). As ações em defesa do meio ambiente não param de surgir. E você, já pensou o que fazer com seu lixo eletrônico? Só não se esqueça: descartá-lo sem cuidado é prejudicial para a sua saúde também.

 

3 comentários nessa matéria

  • MARIA DE LOURDES BURGARELI

    MARIA DE LOURDES BURGARELI

    Informação nota 10. Trabalho em uma ONG, trabalhos são feitos sempre voltado ao meio ambiente. Tenho alguns munitores queimados,tentei várias opções para descarta-los e não encontrei .Estão guardados até achar o lugar correto para descarta-los.Ofereci até para uma escola técnica em Inf. mas não quiseram disseram que já tem muitos. Se para mim é dificil, imagine para outras pessoas (pensei até em fazer caixas coletoras de lixo eletrônico nos supermercados), mas para isto teria que ter o local certo para enviar. Agora acho que já posso fazer este trabalho legal.

    Responder - 20 de outubro às 23:36
  • ANA PAULA RAMOS ROTA

    ANA PAULA RAMOS ROTA

    Muito importante este tema!!! Adorei poder ter mais conhecimentos!!!=)

    Responder - 28 de junho às 21:54
  • Raquel Santos Lima

    Raquel Santos Lima

    creio que seria interessante, colocar coleta de baterias de celular nas escolas, padarias, rodoviarias, terminais de onibus. Esses lugares passa muita gente o tempo todo, conscientizar as pessoas isso p/ mim é fundamental; colocar anuncio sobre as baterias velhas nesses lugares em que eu comentei. Obrigada

    Responder - 12 de agosto às 13:59