A partir desta segunda, nosso futuro está em jogo
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Começa nesta segunda-feira uma reunião que pode definir nosso futuro. Durante a Conferência de Copenhague (Dinamarca), que vai até 18 de dezembro, representantes de vários países — inclusive presidentes e premiês — tentarão negociar um acordo para deter as mudanças climáticas. No evento, eles discutirão propostas para diminuir a emissão de gases que tornam a Terra mais quente.
Para se ter uma ideia do problema, especialistas ligados à ONU preveem que, se a temperatura média do planeta aumentar mais de 2º C em relação ao século 18, não será possível reverter o processo (até hoje, o incremento foi de 0,8º C). Fenômenos como furacões, enchentes e elevação do nível do mar se tornariam mais intensos.
A fim de evitar esse cenário, os países precisam concordar em poluir menos — bem menos. Pode parecer fácil. Mas não é simples nem barato alterar rápida e drasticamente a estrutura produtiva, de modo a torná-la sustentável. Nem todos os líderes mundiais, que já têm de lidar com problemas como combate à pobreza e recuperação da economia, podem ou querem desembolsar dinheiro para adaptar seu país às novas necessidades.
De qualquer modo, vários deles já prometeram tomar providências. Estados Unidos e China, os dois maiores poluentes do planeta, além de União Europeia e nações como Brasil, Índia, Japão e Rússia apresentaram metas de redução de emissões. As negociações que começam nesta segunda vão determinar se essas metas ficarão apenas no discurso ou serão colocadas no papel e virarão compromissos oficiais — que nós e nossos filhos possamos cobrar futuramente.





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ANA PAULA RAMOS ROTA
Como é importante esse tema!!!