Conseguiu poupar?
Então aplique e faça seu dinheiro render
Quem conseguiu economizar e tem objetivos de adquirir algo em médio e longo prazos, deve investir e fazer o dinheiro aumentar. Aplicar em poupança ou em um fundo de investimentos tornou-se opção atraente ao longo dos anos no Brasil. São vários os tipos de investimentos — alguns, mais conservadores, outros, arrojados — e todos devem ser avaliados com bastante cuidado, alinhados aos seus objetivos. Quanto maior a chance de lucro, igualmente será o risco. Tudo depende do quanto você quer arriscar-se. Por isso, antes de optar pelo que fazer, converse com o gerente do seu banco ou com algum consultor financeiro para levantar as melhores dicas e conquistar suas metas.
Em primeiro lugar, defina se o seu objetivo é de curto, médio ou longo prazo. Isto é, se você pretende sacar o dinheiro em um ano ou em dez anos. No primeiro caso, uma conta poupança é o mais indicado por analistas. No segundo, os fundos multimercados e a compra de ações por meio de fundos ou por pessoa física são opções que devem ser estudadas. Mas atenção: desde que você esteja disposto a arriscar-se, porque os papéis oscilam de acordo com a economia.
“Para quem não tem muito conhecimento sobre o mercado, é interessante ser mais conservador em um primeiro momento”, afirma o consultor de finanças pessoais Caio Fragata Torralvo. Assim, você evita perder o dinheiro. Por isso, para ele, o ideal é aplicar na poupança.
Contudo, o rendimento das cadernetas costuma ser mais baixo do que de outras aplicações, justamente pela segurança que ela oferece. Ela rende, mensalmente, 0,5% + a TR (Taxa Referencial dos juros por mês) sobre o valor aplicado. O ganho pode variar de acordo com a TR, mas nunca será menor do que 0,5%, o que dá segurança. Além disso, até R$ 50 mil aplicados, esse tipo de investimento é isento de imposto de renda.
Esqueça que tem dinheiro aplicado
Para investimentos de médio e longo prazos, uma opção que tem se tornado mais atraente em função dos juros é o Certificado de Depósito Bancário (CDB), um título emitido pelos bancos para captar dinheiro junto ao mercado. Quanto mais tempo o valor for aplicado nessa modalidade, menor o imposto de renda do montante.
Existem vários tipos de CDBs. Podem ser prefixados (como o próprio nome diz, fixado previamente) ou pós-fixados, de acordo com os juros do mercado. Porém, segundo analistas, o que possui o risco menor é o indexado à taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário, que sinaliza para os investidores o custo de dinheiro no mercado).
Atualmente, a poupança está rendendo 90% do valor do CDI. Porém, a caderneta não tem tributação alguma. “Vale a pena migrar da poupança para o CDB se o rendimento desse investimento for maior do que os 90% do CDI, mas isso geralmente acontece com valores mais altos, como R$ 100 mil”, explica a consultora de finanças pessoais Myrian Lund.
De qualquer maneira, fique de olho nas oportunidades e aconselhe-se bem antes de aplicar, para escolher o investimento de acordo com seus desejos e perfil de investidor.
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