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Evite parcelamentos e drible as dívidas para não cair em armadilhas

Para pôr em ordem as contas de casa e conseguir adquirir algo que deseja, o primeiro passo pode ser colocar em uma planilha eletrônica — ou anotar em um caderno, se preferir — todas as despesas da casa, desde o aluguel e a conta de telefone até a mesada dos filhos. Depois, trace suas metas, ou seja, o que você quer adquirir. A partir daí, faça um plano minucioso de quanto dinheiro (e tempo) será necessário para atingi-lo.

 

Porém, há um detalhe: fique de olho nas despesas pequenas e projete sempre seus gastos em um período de um ano, nunca por mês. “As pessoas costumam ignorar os valores menores. Se você economiza R$ 5 por dia pode não parecer nada, mas multiplicado por 360 dias num ano já são R$ 1.800”, afirma a consultora financeira e professora de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), Myrian Lund. Então, imagine fazer isso com quantias um pouco maiores? “Dá para realizar muita coisa,” ressalta. As despesas menores costumam transformar-se em armadilhas para quem quer fazer um pé de meia.

 

Na hora de comprar, evite parcelar. Em muitos casos é fácil esquecer as parcelas de uma compra, sobretudo quando feita em mais de cinco vezes. “Se o cartão estourar ou a pessoa perder o controle, aí entram os juros do cartão de crédito, que são altos. Por isso, é melhor tentar comprar quando tiver o dinheiro para pagar tudo”, aponta Myrian. Além disso, muitos estabelecimentos promovem descontos para quem opta adquirir o produto à vista.

 

Dicas importantes, mas esquecidas

 

Reserve sempre uma quantia para poupar, todo mês. Ela deve ser encarada como uma conta. Sempre que você receber o salário, a quantia deve ser imediatamente separada ou depositada em uma conta poupança. “Você precisa esquecer que o dinheiro existe. É como se ele fosse totalmente canalizado para o seu objetivo de compra”, indica Myrian.

 

Se tiver dívidas, renegocie-as. A consultora financeira afirma que, mesmo nesses casos, é imprescindível continuar poupando uma quantia mensal. “A dívida deve ser renegociada dentro das possibilidades da pessoa. O problema é quando se passa a viver para pagar a dívida, sem pensar em poupar, sem pensar nos planos e desejos. Tudo torna-se desestimulante”, comenta.

 

Para não correr o risco de ficar ainda mais endividado, cancele seu cheque especial. Deixe apenas um cartão de crédito para emergência. De acordo com Myrian, se, mesmo assim, você preferir parcelar suas comprar, deixe no máximo 30% do orçamento comprometido com esses compromissos financeiros. E, se precisar renegociar com um banco, seja firme, sempre. “Para um credor é melhor que a pessoa se comprometa a pagar algo do que nada”, ressalta.

 

Existem ferramentas simples de serem usadas, como a Balança Doméstica, do nosso portal, e ajudam a planejar o seu orçamento financeiro. E não se esqueça de ter sempre em mente que o planejamento deve ser algo constante e levado a sério. Por isso, organização e disciplina são fundamentais para atingir seus objetivos!

 

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