As várias faces da mulher moderna
Na semana do Dia Internacional da Mulher, VITAL homenageia suas leitoras
Certamente você conhece uma mulher assim: que administra a casa, busca os filhos na escola, assegura-se de que está tudo bem com a família e também acha tempo para "namorar" o marido. Isso tudo sem descuidar da carreira. E ela ainda consegue encontrar uma brecha na agenda para praticar exercícios, cuidar da pele, sair com as amigas e ir ao cabeleireiro. Você se reconheceu na descrição? Pois bem, sem dúvida, essas são características da mulher moderna. E nada melhor do que esta semana – na qual se comemorou o Dia Internacional da Mulher, mais especificamente no dia 8 – para evidenciarmos essas e todas as mulheres que, com certeza, VITAL quer homenagear.
Basta perguntar para alguém de outra geração para perceber quanta mudança ocorreu em relação à participação feminina na sociedade em "apenas" um século. Isso porque no começo dos anos 1900 e até a década de 1950, o público feminino recebia criação – até mesmo nas escolas – somente para administrar o lar, como conta a professora de Sociologia Bila Sorj, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "A maternidade era o centro da vida feminina", acrescenta.
Essa situação começou a mudar após a Segunda Guerra Mundial, que abriu espaço para uma maior participação feminina no mercado de trabalho. Aos poucos, além de mãe e dona de casa, elas começaram a desejar construir uma carreira. "Isso fez com que elas assumissem uma jornada dupla, no trabalho e em casa, com dedicação integral à família", afirma Bila.
A revolução feminina
Então, na década de 1960, aconteceu a famosa Revolução Feminista, na qual vários protestos, ao longo dos Estados Unidos e da Europa, reivindicaram igualdade de gênero na sociedade. As pílulas anticoncepcionais também são dessa época, e a mulher passou a "exigir independência e autonomia e também a exercitar mais sua sexualidade", explica a professora de Sociologia da UFRJ.
E as mudanças foram grandes, viu? Se antes concluir o colegial (atual Ensino Médio) era o máximo exigido delas, que deveriam concentrar-se em adquirir habilidades manuais, cozinhar e saber administrar a casa, agora prestar uma faculdade, ter no currículo uma pós-graduação ou um doutorado estão nos planos de muitas mulheres. Mas engana-se quem pensa que elas largaram todo o resto para contemplar a vida de negócios. A grande maioria ainda se “vira” para conciliar a vida acadêmica e profissional com as tarefas domésticas e a família.
A evolução não ficou só no âmbito familiar e profissional. Quando se passa para o campo do Direito, as conquistas são significativas. "Direito de voto, de ter um salário, de viajar, de morar sozinha, de ter um CPF próprio, de receber pessoalmente seu salário (antes era pago ao marido) foram conquistados pela luta feminista", conta a professora de História Tânia Navarro, da Universidade de Brasília (UnB).
As várias mudanças ocorridas trazem um problema inédito: como aprender a delegar o que antes era de cunho estritamente feminino? Por isso, nós, de VITAL, desejamos que suas conquistas continuem sendo inéditas em qualquer campo e que vocês consigam fazer do tempo um aliado para viver sempre em harmonia. Parabéns por este dia tão especial!





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MELINA SMOLII BAPTISTA DE CAMPOS
Obrigada! E parabéns a todas as colegas leitoras!!!