Um chef irreverente
Em suas receitas, ele divulga a qualidade dos produtos e da gastronomia nacionais
Como um ex-punk e ex-DJ transformou-se no maior chef brasileiro de todos os tempos? Talvez essa mistura irreverente de gostos e atitudes seja mesmo a grande peculiaridade de Alex Atala. Aos 42 anos, ele foi eleito novamente, pela revista Restaurant – uma espécie de Oscar da gastronomia mundial –, um dos 50 melhores do mundo. Este é o quinto ano consecutivo em que o especialista figura nesse hall de celebridades, com o seu restaurante D.O.M. (acrônimo de Deo Optimo Maximo, que significa "Deus é ótimo e máximo").
Este ano, ele conquistou o 18º lugar, acima de todos os profissionais da América Latina. Todas essas qualidades – e louros – vêm, principalmente, da divulgação da gastronomia brasileira. Alex Atala é um admirador da diversidade nacional. Sua curiosidade pelos ingredientes regionais surgiu ainda aos 6 anos de idade, quando ele descobriu que, no interior de São Paulo, comia-se farofa de içá, que é feita com a parte inferior do abdômen da formiga tanajura.
Ele revela em seu livro Escoffianas Brasileiras – brincadeira feita com o nome do chef francês Auguste Escoffier, quem ele muito admira –, lançado em 2008, pela Editora Larousse, que não sossegou até saber que gosto aquela iguaria tinha. A curiosidade da infância não parou por aí. Quando ia caçar macuco com o avô materno, gostava de observar que ele degustava pinga com uma frutinha chamada cambuci. Hoje ela está presente em várias receitas do chef.
Descobrindo a gastronomia
Ainda entre infância e adolescência, ele descobriu, nas viagens que fez a Goiás – porque o pai tinha uma fazenda lá–, o sabor da mangaba, do pequi, da jurubeba e da guariroba. As receitas caipiras eram tenramente preparadas pela mãe, que usava muito a cambuquira. Aos 18 anos, Atala deixou de lado esses gostos regionais e embrenhou-se em uma aventura pela Bélgica. Foi lá que, para ganhar alguns trocados, começou a trabalhar na área gastronômica. A partir daí, não parou mais.
Estudou na Escola de Gastronomia de Nammur, em Bruxelas. Depois trabalhou naquele país, na França e na Itália, praticando a gastronomia clássica. Até que voltou para suas origens, em 1994, onde comandou as cozinhas de restaurantes como o Sushi Pasta, o Filomena, o 72 e o Na Mesa. Em 1999, surgiu o D.O.M., um estabelecimento de alta gastronomia que prima pelos ingredientes nacionais. Dez anos depois, o Dalva e Dito, que ressalta as receitas familiares “tupiniquins”. Em seu livro, Atala costuma dizer: “Primeiro – e sempre – é preciso ser cozinheiro, em seguida, talvez chef e, quem sabe, dono”.
Ele passou por todas as etapas. É um apaixonado pelos diferentes gostos dos quatro cantos do país e acredita que há vários ingredientes que precisam apenas encontrar suas vocações gastronômicas. Ele está disposto a descobrir isso. E nós, consumidores, agradecemos!
Algumas fotos dos bastidores do comercial:



Confira abaixo a receita que Alex Atala faz no comercial:
RECEITA ALEX ATALA
Rendimento: 6 porções
Tempo de preparo: 30 minutos
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de óleo
400 g de coxa de galinha
500 g de sobrecoxas de galinha
meio pimentão amarelo pequeno cortado em tiras finas
meio pimentão vermelho pequeno cortado em tiras finas
1 potinho de caldo de galinha KNORR
Para decorar:
salsinha crespa
Modo de preparo:
1- Em uma panela grande aqueça o óleo e doure a coxa e sobrecoxa.
2- Adicione os pimentões e o potinho de caldo de galinha KNORR.
3- Misture e cozinhe com a panela tampada por 15 minutos ou até que os legumes estejam al dente e o frango esteja cozido.
4- Decore com salsinha crespa e sirva em seguida.





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