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Não abra mão da calculadora e da própria saúde na hora de desacelerar seu ritmo

Enfim, é chegada a hora de se aposentar. Depois de décadas de trabalho, nada mais justo do que um descanso para o corpo e a mente. Porém, é preciso ter cuidado ao desacelerar. Como em uma máquina, paradas bruscas podem trazer problemas. Para uma transição bem-sucedida, é importante fazer um longo planejamento, sem deixar de lado a calculadora e os cuidados com a saúde.

 

É comum, para aqueles que deixam o trabalho, deparar-se com sentimentos de medo, insegurança e, em alguns casos, sinais de depressão. Afinal, nem sempre é fácil aceitar mudanças. Mas é preciso lembrar que as perdas podem ser muito menores que os ganhos.

 

“A aposentadoria representa uma mudança muito grande, principalmente na nossa sociedade, em que uma pessoa é sempre cobrada por produtividade”, afirma a psicóloga Luciene Miranda. Contudo, ela acredita que o período pode ser precioso para dedicar-se mais à saúde e ao corpo, a atividades ao ar livre e antigos desejos, como concluir uma outra faculdade.

 

De olho no orçamento

 

De qualquer modo, a adaptação sempre ficará mais fácil se você se preparar com bastante antecedência, inclusive do ponto de vista financeiro. Vale lembrar que a aposentadoria é um período normalmente caracterizado por ganhos menores e, em algumas áreas, gastos maiores. Em geral, há pouca ou nenhuma despesa com filhos, pois eles já estão trabalhando, mas o plano de saúde fica mais caro com o avançar da idade e os desembolsos com remédios aumentam. Como o brasileiro está vivendo cada vez mais – atualmente, acima de 72 anos –, a necessidade de planejamento é maior.

 

Para ter direito à aposentadoria pública integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição à Previdência Social, e a trabalhadora mulher, 30 anos. Já nas aposentadorias por idade, têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos 65 anos e do sexo feminino a partir dos 60.

 

Uma boa alternativa é fazer um plano de aposentadoria privada, como Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Eles estão sendo cada vez mais procurados, e há alternativas em que se pode aplicar a partir de R$ 25. Fique de olho nas opções oferecidas pelo seu banco. Nunca é tarde para começar a poupar.

 

“Enquanto estamos trabalhando, muitas vezes não sentimos necessidades financeiras”, afirma a geriatra Yolanda Maria Garcia, professora de Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Mas as demandas de gastos sempre existem e, por isso, planejamento é essencial. “Alguns optam por se aposentar e seguir trabalhando, mas de forma mais tranquila e com horários menos rígidos”, diz Yolanda. Dessa forma, continuam exercendo uma atividade de que gostam e contribuindo para um orçamento doméstico ainda maior.

 

Se não quer mais exercer atividade remunerada, aproveite esse tempo para fazer algo que lhe dê prazer. Você tem direito de aproveitar sua aposentadoria apenas se divertindo e realizando sonhos. Afinal, já trabalhou tanto na vida!

 

Trabalhos remunerados ou voluntários são opções para quem quer continuar na ativa

 

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