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Por Christianne Alcântara, do blog Coisa de Mãe

 

Próximo domingo, Dia das Mães. E eu fiquei pensando sobre essa aventura. Porque é uma aventura. Qualquer compromisso que se estabeleça com a eternidade é coisa de aventureiro. No nosso caso, de aventureiras. Assumir toda a responsabilidade por um ser completamente indefeso não é exatamente algo fácil. E agora, por aqui, é dose dupla. Um filho, uma filha, uma vida para se ensinar a viver...

 

A maternidade tem esse papel, imagino eu. O de ensinar a viver. Como se nós, mães, soubéssemos. Na verdade, aprendemos diariamente com eles, os filhos. Eles nos ensinam a sorrir, compreendem o nosso choro muitas vezes. Como se lessem nos nossos olhos: 'Preciso de um tempo. É minha vez de chorar. É sua vez de me consolar'. A tradução do nosso amor está presente neles, na forma como se expressam, em como levam a vida.

 

E a mãe vê o tempo passar. Como se tivesse sido ontem. E os filhos se vão. Fica esse amor sustentável, que supre todas as necessidades, agora e sempre. Uma estranha sensação de vitória, por termos conseguido nos aventurar. Esse amor que mais parece um labirinto assume sua grandeza... E a gente de repente o descobre. E aí o Dia das mães passa a não ter muito sentido. É mais um no tempo da delicadeza. O que faz sentido é o que se sente, a cada segundo, a cada olhar cúmplice, a cada conversa, a cada encontro.

 
*Imagem ilustrativa

 

1 comentário nessa matéria

  • ERIKA ROCHA

    ERIKA ROCHA

    Simplesmente Maravilhoso! Bem redigido, profundo e verdadeiro. Adorei!!!

    Responder - 07 de maio às 21:01