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Passe mais tempo com seu filho, estipulando regras e dando espaço para autonomia dele

Exercitar a criatividade infantil é condição básica para que a criança se torne um adulto saudável. É o que afirmam especialistas no assunto. Mas como exercer o papel de educador e conciliá-lo com essa liberdade que o filho precisa para desenvolver a imaginação? Até que ponto pintar as paredes, brincar com terra e tomar banho de chuva pode prejudicar seu convívio social em outros meios que não sejam apenas a casa dele?

 

Para a psicopedagoga Adriana Gaião e Barbosa, professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), há limites para tudo. Segundo ela, há uma preocupação de que o pequeno não saiba diferenciar os distintos ambientes que frequenta, como a escola ou um restaurante. “Pintar paredes, por exemplo, pode ser desnecessário, já que existem papéis e revistas para ela rabiscar”, opina.

 

No entanto, há pais que discordam desta visão. A empresária e jornalista Elenita Fogaça não vê nada demais em deixar o filho, Pedro Henrique, de 3 anos, pintar suas paredes e tomar banho de chuva.

 

"Tive uma criação com bastante liberdade, então passei isso para ele. Minha irmã acha um absurdo a forma como eu o educo, mas isso acabou transformando-o em uma criança que faz amizade rápido, canta, inventa e tem raciocínio muito bom", conta.

 

Porém, longe de significar um oba-oba generalizado, a empresária impõe, sim, limites a Pedro. "Quando tenho de repreender, faço isso sem problemas. Só que ele está em uma fase de descobertas e, por isso, não quero impor limites à criatividade, apenas ao que não é permitido."

 

Atrás do equilíbrio

 

Tudo depende de como a mãe educa – desde que exerça este papel e imponha, de fato, limites – e de como é a personalidade da criança. Achar um meio-termo é difícil, mas não impossível, conforme afirma a professora da UFPB. “O importante é observar seus filhos e tentar passar mais tempo com eles. Brinque com os pequenos quando chegar em casa”, ressalta.

 

Além disso, educação vem de casa e os filhos costumam ser reflexo dos pais. Por isso, o primeiro passo é dar o exemplo, e conversar com ele de um jeito que entenda, sem tratá-lo como um adulto, coisa que ele não é. Mas não se esqueça: é importante que a criança "pise no chão descalça , se suje com tinta, ande na terra e tenha certa autonomia para criar, apostando na imaginação", ressalta a psicopedagoga.

 

Criatividade se aprende em casa

 

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