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Acompanhar as tecnologias é uma boa saída para você evitar os conflitos de gerações

Quem nunca se deparou com esta situação: um avô superdescolado indo pegar onda com o neto, uma mãe que se veste com as roupas da filha, um pai que passa horas jogando videogame com seu pequeno? Este é o mundo moderno, com crianças cujo material “escolar” quase imprescindível inclui um telefone celular (se for iPhone, melhor), um iPod, notebook e uma imensidade de apetrechos tecnológicos de causar espanto.

 

Com tanta informação disponível, elas acabam surpreendendo os pais e avós com perguntas cada vez mais difíceis e não se contentam com uma simples resposta. Como, então, encontrar um meio-termo para lidar com as diferenças entre as gerações?

 

A psicóloga e psicoterapeuta Adriana Lopes Nogueira, do Instituto de Saúde Cognitiva Aplicada (Insca), afirma que é preciso conhecer as tecnologias com as quais as crianças estão lidando hoje em dia. "Os mais velhos têm de conhecer, mas não necessariamente tornarem-se um usuário", explica. Até porque a troca de experiências pode ser benéfica para os dois lados.

 

Aprendendo com os filhos

 

O especialista em desenvolvimento humano e das competências da liderança Eduardo Shinyashiki que o diga. Especialista no estudo das diferentes gerações, ele aproveita o conhecimento que a filha Stella, de 15 anos, tem sobre programas de edição de imagem. "Quando preciso de uma foto, ela dá um jeito e fica tudo ótimo."

 

Para ele, em vez de se distanciar, as pessoas das gerações anteriores deveriam ter uma relação de proximidade com o que chama a atenção das crianças hoje em dia. "Deixe de lado esta postura de 'não posso mostrar fraqueza' e peça dicas aos filhos", sugere Eduardo.

 

Hayã, de 10 anos, filho do músico André Madi Laurino, é um dos que curtem ficar horas no computador jogando. No entanto, o pai coloca um limite de uma hora por dia para os jogos on-line, e reconhece que o menino começou a "querer saber de tudo com uns quatro ou cinco anos".

 

O menino admite que adora jogar "Star Wars" e games de RPG – a sigla vem de role-playing game, traduzido como jogo de intrepretação de papéis ou de personagens – no computador, e que tem Orkut, Facebook e MSN, mas não abre mão de andar de bicicleta. É fato que a molecada está cada vez mais precoce, por isso, o diálogo e a presença dos pais ou responsáveis é fundamental. “É preciso acompanhar a evolução do desenvolvimento dessas crianças”, alerta Adriana. Até porque não tem amor que não cure a diferença de idade de conceitos de vida entre pais, avós e filhos.

 

Meu pequeno “gênio” multimídia

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