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Pais não podem sentir culpa se são separados ou trabalham muito

A criança pode morar com os pais, só com a mãe, só com o pai, pode ser adotiva ou viver com os avós. Não importa: educá-la exige impor limites, afirma o psiquiatra e educador Içami Tiba, autor de diversos livros sobre o tema. “Ela deve confiar em alguém, mas também precisa saber quando é hora de obedecer”, ressalta. Principalmente na atualidade, em que há uma geração grande de filhos únicos cujos pais não têm muito tempo de criá-los.

 

Os pais que trabalham sentem-se culpados pela ausência na criação dos pequenos e, por vezes, acabam fazendo as vontades das crianças, observa Tiba. Caso esse comportamento dos adultos persista, quando o filho entrar na adolescência surgirão mais problemas, principalmente se os pais são separados.

 

“Os progenitores que não se preparam para dar uma base sólida de segurança, educação e imposição de limites podem enfrentar situações desconfortáveis, pois os filhos tendem a argumentar que vão morar ora com o pai ora com a mãe e ficam migrando de casa em casa na aparição do primeiro problema”, alerta Tiba. A consequência, segundo ele, é o surgimento de jovens e adultos despreparados para enfrentar diretamente os problemas da vida.

 

Limite é a palavra-chave

 

O psicanalista dá algumas dicas para ajudar os pais a educar melhor seus filhos, mesmo com a ausência de um deles no dia a dia:

 

  • Em geral, as mulheres têm mais dificuldade de estabelecer limites. Mas é importante tentar, para que o filho saiba o que é certo ou errado.

 

  • A criança não pode fazer em casa o que não convém praticar na rua. Por isso, deve desenvolver, em seu lar, a mesma conduta aplicável no mundo externo.

 

  • O filho que merece ganha. O que não merece deve conquistar para ganhar.

 

  • Um tapinha não deve ser a melhor solução quando há desobediência. O ideal, principalmente para os menores, é virar as costas e sair andando, mostrando que você vai voltar se ele se arrepender. A criança sofre com a perda de contato.

 

  • Mesmo que essas atitudes educativas não tenham sido aplicadas quando seu filho é pequeno, sempre há tempo de corrigir alguns atos. Nunca é tarde para mudar.

 

  • Nenhuma perda é definitiva. Depende apenas de como ela é trabalhada na cabeça dessa criança. “Quem enfrenta as perdas supera sempre, porque a vida exige isso”, conclui Tiba.
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Quando o pai ou a mãe estão longe

1 comentário nessa matéria

  • JOSENIR CHAGAS

    JOSENIR CHAGAS

    ama e sempre melhor

    Responder - 06 de dezembro às 23:04