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Dê espaço para seu filho brincar e sempre tenha regras, mas não exagere nas doses

Deixar criança pequena sozinha por alguns minutos pode levar qualquer mãe a ficar com os cabelos “em pé”. Basta uma virada de olho para ela se machucar ou quebrar em mil pedacinhos aquele bibelô favorito. E quando elas estão com uma caneta em mãos, então? Em questão de segundos, tudo pode acontecer: parede, sofás e tapetes são pintados com toques artísticos de seu jovem Picasso. Mas até que ponto deixar a liberdade fluir ou repreender o pequeno? Afinal de contas, são descobertas e manifestações de criatividade.

 

A psicóloga infantil Giovanna Guiotti, do Instituto de Psicologia Aplicada (InPA), no Distrito Federal, afirma que é importante reconhecer uma premissa: todas as crianças possuem temperamentos diferentes. Existem aquelas naturalmente mais soltas, extrovertidas, que estão sempre inventando alguma coisa. E quando permanecem por muito tempo em silêncio, isso geralmente é um mau sinal. Portanto, é importante delimitar as regras, sempre por meio do diálogo. “Violência não deve ser usada nunca”, enfatiza.

 

No entanto, há também aquelas mais introvertidas, tímidas e desconfiadas. Nesses casos, conforme esclarece Giovanna, uma educação muito rígida pode retardar ou até mesmo impedir o desenvolvimento da criatividade delas, uma vez que tendem a aceitar os limites mais facilmente.

 

Rumo ao passo certo

 

Mas então, qual seria a “fórmula mágica” para discipliná-la sem “podar” a criatividade das crianças? Dar espaço ao filho, mas sem abrir mão do papel educativo que os pais possuem. "Uma educação muito rígida, na qual há inúmeras regras em casa e onde tudo tem de estar certinho, acaba tirando a espontaneidade da criança, tornando-a mais vigilante". E a psicóloga ainda adverte sobre a possibilidade de ela vir a sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo quando adulta, por causa desse comportamento austero em casa.

 

O medo de errar na educação é que acaba fazendo com que os pais estipulem limites, por vezes, desnecessários. "Eles devem praticar regras flexíveis e lembrar que os pequenos precisam brincar para ter autonomia", defende. Por isso, deixá-los escolher sozinhos a roupa que querem usar na festinha do colega ou ajudar a comprar o presente do amigo são algumas dicas que podem ser importantes para estimulá-los no dia a dia. “E, por que não deixá-los ir fantasiados para a escola mesmo que não seja Carnaval?", conclui Giovanna. Afinal, nessa fase, pode quase tudo.

 

Limites com carinho

 

 

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