Ações sustentáveis para um mundo melhor
Saiba o que você e as companhias podem fazer em prol do meio ambiente
Todo dia você tem contato com algum tipo de papel. Em casa, ele está presente nos jornais, livros e revistas ou nos cadernos. Nas ruas, está naqueles panfletos, folhetos e encartes que frequentemente recebemos. Para produzir cada tonelada de todo esse papel, é necessário extrair entre duas e três toneladas de madeira.
Preocupadas cada vez mais com a qualidade do meio ambiente, muitas empresas têm adotado medidas mais ecológicas. Uma delas é a utilização de papéis reciclados e outros materiais que são absorvidos pela natureza. A Unilever não podia ficar de fora dessa corrente verde. Para isso, busca sempre usar artigos biodegradáveis, recicláveis ou de fontes renováveis em seus produtos ou em sua cadeia de produção.
Por exemplo, desde a edição 1, a Revista VITAL é impressa em papel certificado pelo Conselho de Manejo Florestal. Em poucas palavras, significa que a publicação não utiliza material proveniente de desmatamento, e sim de florestas remanejadas. A última edição, que é a de número 3, vem com mais duas novidades: a embalagem foi feita com plástico biodegradável e a página 3 contém um pedaço de papel semente, um papel reciclado que pode ser plantado, transformando esta semente em um pé de cravo-da-índia.
Criado pela empresa Papel Semente e pela organização não governamental Instituto Papel Solidário, ele é fabricado a partir de restos de papel branco e de papelão. Essa matéria-prima é fornecida pela cooperativa de catadores de lixo Recuperar, de São Gonçalo (RJ), cidade onde fica sediada a instituição.
Como surge o papel
"Logo que adquirimos o papel, ele passa por um processo que chamamos de limpeza, no qual tiramos clipes, grampos ou fitas adesivas que estejam nele", conta Andréa Carvalho, diretora-executiva da Papel Semente. Depois, ele fica de molho de um dia para o outro no cloro, para retirar as impurezas. "Esse procedimento traz benefícios no resultado final, impedindo que o papel tenha fungos e embolore", afirma.
O papel fica de molho para a retirada das impurezas
Trabalhadora produz o papel semente
O próximo passo é lavá-lo com água corrente para retirar o cloro. Então, ele entra no processo de liquidificação, em um aparelho industrial de 25 litros. O resultado é uma massa de celulose, que é peneirada e vai para um tanque, parecido com aquele de lavar roupa, mas do tamanho de caixas d'água.
"Um trabalhador com uma tela de madeira mergulha essa matéria-prima na água e retira uma folha no formato dessa tela (76 cm x 96 cm)", explica a diretora-executiva da Papel Semente. Depois, é só adicionar as sementes e deixar secar. O cliente define o formato final do papel.

Este é o papel após a secagem
Atualmente, esse papel tem as mesmas características de uma folha comum, destaca Andréa. Em agosto, a companhia e a ONG lançaram uma folha com textura bem lisa, que é ideal para impressão ou escrita.
A tecnologia foi apresentada na última Brazil Promotion – feira de marketing promocional –, que ocorreu em agosto, em São Paulo. A que você encontra na página 3 da Revista Vital é a versão anterior, um pouco mais rústica. Por isso, torna-se mais difícil escrever nela.
Cadê o papel?
O papel semente é majoritariamente utilizado por empresas e ainda não está disponível sob a forma de cadernos ou folhas para impressão no mercado. Mas a diretora-executiva da Papel Semente já tem planos de mudar essa realidade.
"Está no planejamento da empresa lançar uma linha para as papelarias em 2011. Já concluímos o estudo sobre a viabilidade de mercado e agora estamos na parte da criação", revela Andréa. Com a produção em larga escala, a expectativa é que o preço também diminua. Atualmente ele é cerca de duas vezes mais caro que os reciclados industriais.
Embora ainda não esteja disponível em larga escala no mercado, a executiva recebe encomendas para pessoas físicas. Basta acessar o www.papelsemente.com.br ou entrar em contato pelo telefone (21) 3716-4151.
Fotos: Divulgação
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