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As cidades mais frias do Brasil – São Joaquim, Urupema, Bom Jardim da Serra (SC); São José dos Ausentes (RS); Campos do Jordão (SP); e Monte Verde (MG) – têm médias de temperatura entre 13,5º e 14,5º, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), durante o ano todo. Mas no inverno elas podem permanecer abaixo de zero. Porém, não é necessário morar em um desses locais para pensar em instalar um sistema de aquecimento na própria casa.

 

Além de serem muito presentes nos estados do sul do país, as opções – que podem ir de um ar condicionado com ciclo reverso até o piso radiante – também têm ganhado espaço no Sudeste.

 

“Quando o objetivo é aquecer toda a casa, o ideal é desenvolver um projeto elaborado de acordo com as características do local”, afirma Luiz Henrique Kramer Campos, diretor da Weco Caldeiras, em Porto Alegre (RS). Segundo ele, a lareira pode ter todo um charme, mas a eficiência dela é muito baixa.

 

Ambiente aquecido

 

O preço do sistema a ser instalado é calculado de acordo com as necessidades térmicas de cada ambiente. “Como requer todo um estudo, a calefação acaba sendo uma opção que pode passar de R$ 2.000”, explica. O cirurgião plástico Gino Di Domizio, que mora em Campinas (SP), optou por desenvolver um projeto próprio para aquecer o banheiro da sua casa.

 

Há sete anos, ele instalou o sistema de piso radiante hidráulico no local, em que o aquecimento é feito por meio de tubos de cobre dispostos como uma serpentina abaixo do piso. A água, aquecida numa caldeira a gás, circula pelos tubos e propaga o calor pelo piso e para o ar. Além disso, dispõe de um termostato, com o qual ele pode controlar a temperatura.

 

“Conheci o método em hoteis, depois consultei catálogos de empresas e orientei os pedreiros sobre os procedimentos da instalação. Gastei apenas com o valor das peças, como a bomba elétrica e os tubos de cobre, além do serviço de mão de obra”, explica.

 

Entretanto, para garantir que o projeto atenda às necessidades do ambiente, é recomendado consultar pessoas especializadas. Essa é a sugestão de Mário Alexandre Möller Ferreira, o vice-presidente da Associação Sul Brasileira de Refrigeradores, Ar Condicionados, Aquecimentos e Ventilação (Asbrav).

 

“É recomendável comprar os equipamentos adequados, fazer um estudo do ambiente e analisar o gasto de energia. Também avaliamos se o custo do projeto é adequado ao uso que o cliente fará, para que ele não gaste muito e depois acabe não usando”, diz.

 

Cuidados com a saúde

 

Um ambiente aquecido requer alguns cuidados. Locais quentes e secos atacam as mucosas, ampliando a incidência de problemas respiratórios. Porém, da mesma forma, o ambiente frio pode ser prejudicial à saúde, afirma o pediatra e homeopata Cícero Alaor Kluppel, de Curitiba. “Podemos até dormir bem agasalhados, mas se o ar que respiramos é gelado e seco, ficamos quentes por fora e frios por dentro”, explica. Na prática, significa que quando inspiramos ar muito frio e seco, a mucosa que reveste as vias respiratórias fica também fria e seca. Isso pode provocar inflamação e aumento na secreção do muco, piorando alergias respiratórias e provocando infecções.

 

 

 

 

 

 

Por esse motivo, ele defende a utilização adequada do aquecimento. “É bom colocar, principalmente, no quarto das crianças e adultos mais sensíveis, um aquecedor que permita a regulagem de temperatura e também um recipiente com água no local, para manter a umidade, sempre prestando atenção na segurança.”

 

Também é importante evitar o choque térmico, ou seja, uma variação brusca da temperatura. Sair de um ambiente aquecido em direção a uma rua fria pode aumentar o risco de distúrbios respiratórios em um adulto saudável. Para crianças e idosos, o cuidado deve ser maior, pois eles possuem sistemas imunológicos mais frágeis.

 

“Há um certo temor em relação a aquecedores, que provavelmente vem do tempo dos fogões a lenha e banheiros fora de casa, em que as pessoas deixavam um lugar quente e iam em direção a outro muito frio. Com a diferença brusca de temperatura, elas adoeciam”, explica. Para deixar para trás essa ideia, Kluppel afirma que é importante criar um “conforto térmico”, ou seja, um bem-estar relacionado à temperatura corporal, seja agasalhando-se com casacos ou "esquentando" ambientes com os aquecedores. Assim, você se aquece do frio com segurança para a saúde.

 

Fique atento na hora da compra para adquirir o melhor custo/benefício para sua casa
 

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