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Dos clássicos aos arrojados, é possível inovar o ambiente com este móvel

Práticas e versáteis, as camas box – aquelas que, como o próprio nome em inglês diz, se parecem com uma caixa – vêm ganhando destaque na maioria dos projetos de decoração. Sem cabeceira e encontrada em diversos tamanhos, elas se encaixam tanto em perfis jovens e arrojados quanto nos clássicos, além de quartos grandes ou pequenos, porque permitem uma infinidade de inovações.

 

Para a arquiteta Márcia Silva Garcia, professora do curso de Design de Interiores da Escola Técnica Estadual Getulio Vargas (Etec – GV), em São Paulo, uma das principais vantagens do modelo box é o melhor aproveitamento do espaço físico. “Suas dimensões são as mesmas dos colchões, mas não perdemos espaços com madeiramentos. E também podemos usar dois boxes juntos, que ficam bem firmes e não deixam espaços no meio deles, podendo alternar o dormitório de solteiro para casal, recurso muito usado na hotelaria”, afirma ela.

 

Esse tipo de cama também permite mais flexibilidade na composição do ambiente. “Podemos apenas usar a cama box com várias almofadas e travesseiros, compor com cabeceiras, espelhos, papéis de parede e painéis de madeira que revestem parte ou toda parede. Há também a opção de encostá-la na parede em qualquer sentido.”

 

Alguns arquitetos e designers de interiores sugerem ainda o uso do colchão desse tipo com outra função: a de chaise long – cadeira mais longa –, encostada lateralmente em um dos cantos do ambiente de TV, e com várias almofadas formando o encosto, para que você possa assistir aos seus filmes utilizando o mesmo conforto da sua cama.

 

Para Márcia, no entanto, esse uso não é recomendável. “A cama box tem uso direcionado para dormir, e a sua altura é apropriada para isso. Não achamos conveniente a sua utilização como sofá, porque ela não é ergonômica para atividades sociais, como ter uma conversa entre amigos que estão sentados em outros sofás da casa ou assistir à televisão que está na estante da frente.”

 

Variações

 

A cama box apresenta também as opções com gavetas embutidas, baús acoplados e bicama deslizante, otimizando espaços pequenos. Porém, é preciso saber que esses anexos deixam o móvel mais pesado e, portanto, mais difíceis de deslocar nos ambientes da casa, além de acumular mais pó. Mas, neste caso, nada que uma boa limpeza não resolva.

 

Em todos os modelos é possível encontrar a opção com rodinhas traváveis ou com pés fixos, o que facilita a condição de alterar o layout dos ambientes.

 

Alguns cuidados devem ser tomados para a manutenção desse tipo de cama. “O box, que é o suporte, por ter um revestimento similar ao do colchão, deve sempre receber uma ‘saia’ de tecido resistente para sua conservação. Há várias ‘saias’, com estampas e padrões diferentes, que podem ser facilmente trocados conforme o estilo que você quer priorizar na sua casa”, informa a arquiteta Ana Romano Costa, professora da ETEc – GV.

 

O que vai na cabeceira da cama box

 

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