Sua casa também precisa de check-up
O melhor é realizar ajustes pontuais aos poucos, para evitar problemas maiores no futuro
Quem nunca desejou se livrar do aluguel e ter seu próprio lar? Os financiamentos para a compra de casas e apartamentos estão cada vez mais acessíveis, o que facilita muito a realização desse sonho. Muitas vezes, porém, as pessoas esquecem que a aquisição é um passo fundamental, mas não o único. Qualquer imóvel, seja novinho ou com vários anos de uso, vai precisar de manutenção periódica.
A não ser naquelas reformas que a gente faz para “repaginar a casa”, como dizem os arquitetos, o melhor é realizar ajustes pontuais aos poucos, para evitar problemas maiores no futuro. “É como a manutenção de um carro, em que não adianta apenas colocar combustível e, eventualmente, trocar o óleo”, compara Luiz Bombonati de Moraes, diretor comercial da Techniek Construção e Planejamento, de São Paulo. “Nos imóveis, pequenos cuidados podem aumentar a vida útil de uma série de elementos empregados na construção, minimizando os custos com reformas.”
Prevenir é sempre melhor e mais simples. Quer alguns exemplos? Para evitar infiltração, recolha a cada três meses folhas e detritos nas calhas do telhado – medida importante se você mora em região com muitas árvores.
No banheiro, limpar a cada seis meses o sifão (aquele cano em forma de “U” ou de cotovelo que fica embaixo da pia) é uma boa maneira de se livrar de entupimentos causados pelo acúmulo de cabelos, pelos de barba e outros resíduos. Para driblar desperdício de água com torneiras que giram em falso e não param de pingar, troque as borrachinhas delas a cada 18 meses.
Moraes recomenda que esse mesmo intervalo de um ano e meio seja usado como parâmetro para repintar o imóvel. Segundo ele, assim se gasta menos com mão de obra e material do que se o morador esperar as paredes começarem a descascar, como ocorre na maioria das vezes.
Modernidade ao seu alcance
E as instalações elétricas? O avanço tecnológico simplificou o serviço nessa área. Moraes destaca que, antigamente, os conduítes por onde a fiação passava eram de ferro e acabavam se dissolvendo com a ação do tempo. “Hoje há produtos de alta tecnologia. Uma das marcas mais famosas dá garantia de 50 anos em sua linha, por exemplo. Os fios sólidos foram trocados pelos cabos elétricos, que cumprem o mesmo papel, mas não se quebram nas curvas que precisam ser percorridas internamente nas paredes.”
De qualquer modo, alguns técnicos recomendam testar de seis em seis meses os disjuntores do quadro de força. Basta apertar o botão para ver se a energia foi cortada e depois voltar à posição normal; se o fluxo de eletricidade não foi interrompido, é hora de trocar o disjuntor. E para não correr riscos, é melhor chamar um técnico.
Aliás, se você não tem gosto ou intimidade com esses serviços domésticos, pode recorrer a um “marido de aluguel”, que faz reparos pequenos no imóvel – trocar lâmpada, consertar pequenos vazamentos, ajustar dobradiças de portas, instalar varal... A vantagem é a versatilidade, segundo Valdir Peres, o Billy, ele próprio um profissional do ramo. “Se você chama um encanador, ele vai cuidar só do encanamento. Se for eletricista, só da parte elétrica. Um marido de aluguel faz pequenos serviços nessas duas áreas e em outras”, explica.
Seja com um técnico desse tipo ou, se o serviço for mais complexo, com um especialista, o importante é se adiantar aos problemas. Como diz o velho ditado, é melhor prevenir do que remediar.

Pequenos cuidados na casa podem evitar dores de cabeça no futuro
Foto: Niels Andreas
Um plano bem elaborado evita desperdício. Planeje-se para consertar a casa





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