Conhecer para cuidar
Como controlar o colesterol alto e viver em paz com a doença
Picanha, salame, batata frita, cerveja, refrigerante e doces. Esta pequena lista traz alguns dos grandes vilões de um problema cada vez mais comum — o colesterol alto. Com 51 anos, o clínico-geral Didier Roberto Torres Ribas está entre os que apreciam algumas dessas delícias, e descobriu a doença há pouco menos de um ano. “Eu sabia que ia ter”, admite.
Ribas começou a se cuidar antes da doença aparecer. Fazia exames de tempos em tempos e praticava esportes. Quando a taxa de colesterol começou a aumentar, fez regime. Tarde demais. Os exames revelaram níveis altos de LDL, e ele precisou começar a tomar remédio.
Em vez de encarar a doença como um problema, o médico resolveu vê-la como se fosse uma nova amizade que vai durar a vida toda. “Nas doenças crônicas, o que precisa é controle, e é para o resto da vida. É como se fosse um novo amigo. Quanto mais você conhecer e cuidar, mais tempo vai poder conviver com ele.” Agora, ele come menos alimentos gordurosos.
Diferentemente de Ribas, o empresário Fábio Pires Escaleira sempre teve uma alimentação saudável. Mesmo assim, no ano passado, o resultado do exame que fazia regularmente mostrou uma taxa assustadoramente alta do “colesterol ruim”.
A descoberta não mudou muito a rotina do empresário, que antes já jogava tênis, corria e tinha uma alimentação rica em saladas, frutas e carnes magras. A doença também não foi exatamente uma surpresa para ele. A mãe de Escaleira tem colesterol alto, assim como seus três irmãos, sua mulher e até a filha de 20 anos. Talvez por isso, Fábio lida com a situação com tranquilidade. O importante, destaca, é controlar. “Não se estresse, controlando dá para viver normalmente”, aconselha.
Saiba quando o colesterol é um vilão





Enviar e-mail
0 comentário nessa matéria