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Para evitar surtos, o governo incentiva imunização até entre os que não são do grupo de risco

Tags: Gripe, Saúde

O inverno está chegando e, com ele, o perigo das doenças respiratórias. Entre elas, está a gripe A, variante da comum. A “nova” influenza é parecida com a gripe que conhecemos, mas, como nosso organismo ainda não está acostumado ao vírus H1N1, ela geralmente se manifesta com mais força. Por isso, para evitar uma epidemia, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação, iniciada em março.

 

Os primeiros imunizados foram os profissionais da saúde, indígenas, gestantes, crianças de 6 meses até 2 anos e doentes crônicos até 60 anos. A iniciativa continuou em abril – com a imunização de adultos entre 20 e 29 anos – e se estende até o meados de maio – para idosos com doenças crônicas e adultos na faixa etária entre 30 e 39 anos.

 

Como ainda não existem vacinas para todos, serão atendidos gratuitamente apenas esse público considerado “grupo de risco”, definido “com base no número de casos e de complicações que acabaram em óbito”, afirma Helena Sato, coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Segundo ela, o idoso comum "não foi tão acometido pela nova doença, então ele vai precisar tomar apenas a vacina contra a gripe normal".

 

Se você não se encaixa nesses grupos, mas quer tomar a vacina, pode procurar uma clínica particular. Caso tenha perdido o seu período de vacinação, não tem problema, pois os postos vão continuar atendendo a essas pessoas. Quem já foi diagnosticado com a gripe A também deve tomar a vacina. Helena afirma que o índice de eficácia da imunização está acima dos 90%.

 

A única contraindicação é para os que já tiveram reação alérgica grave à ingestão de ovo, já que o antígeno é conservado nesse alimento. Tirando isso, a vacina é bastante segura e já foi aplicada em mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo, apesar de que, na Europa e nos Estados Unidos, o surto foi menor que o esperado e muitas vacinas ficaram no estoque.

 

O Ministério da Saúde, no entanto, não quer arriscar, – uma vez que a nova gripe já matou  mais de 17 mil pessoas no mundo todo –  e espera evitar qualquer possível pandemia imunizando cerca de 91 milhões de pessoas até o fim da campanha nacional.

 

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