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Aquele amigo que já passou por você sem te cumprimentar não é necessariamente um mal-educado – ele pode ser míope. A miopia é um distúrbio visual que faz com que a pessoa tenha dificuldade em enxergar de longe e aparece com frequência na vida adulta. Entre outras doenças visuais que afetam as atividades importantes do dia a dia, estão a hipermetropia (problemas para ver de perto) e o astigmatismo (distorção da imagem vista).


Sabe aquela dor de cabeça que incomoda há semanas e que nenhum analgésico parece funcionar? Ou quando as letras já estão tão embaçadas que é difícil não perceber que o uso de óculos resolveria a situação? Os sintomas podem ter começado bem antes, sem você perceber, pois muita gente recorre a um oftalmologista apenas no momento em que o problema já está em estágio avançado.


Segundo o doutor Renato Neves, oftalmologista do Eye Care Hospital de Olhos em São Paulo, a consulta é necessária para determinar um diagnóstico preciso, mas é fácil perceber alguns sintomas iniciais de distúrbios: “As pessoas devem observar os sinais, tais como frequentes dores de cabeça, olhos franzidos para enxergar melhor, necessidade de se sentar muito próximo da TV, do computador ou da lousa”. Existem, no entanto, atos que não chamam tanto a atenção de quem nunca usou óculos, mas que também precisam ser notados: coçar ou perceber os olhos lacrimejarem insistentemente; ler com a cabeça muito baixa ou ainda acompanhar a leitura com o dedo; demonstrar sensibilidade exagerada à luz; andar com a cabeça inclinada para baixo, expressando insegurança para ver e falta  de equilíbrio.


Os pais também precisam ficar atentos aos seus filhos. Muitas crianças são identificadas como hiperativas ou bagunceiras na sala de aula, mas talvez a dificuldade esteja em não conseguirem prestar atenção na aula por conta de um motivo bem simples: não estão enxergando o que está escrito na lousa!


O Dr. Renato dá dicas para identificar possíveis problemas visuais no seu pequeno. “Entre as crianças, os indícios são muito parecidos com os dos adultos, e é fácil perceber se elas ficam sentadas muito perto da televisão, debruçadas sobre a carteira para escrever no caderno, apertam os olhos para enxergar algo que está longe e se coçam bastante a região dos olhos.” O importante é nunca descuidar das consultas médicas. O recomendado é que os pais façam o checkup com um oftalmologista em três períodos principais: quando bebê, em idade pré-escolar e na adolescência.


Os adultos precisam visitar o consultório uma vez por ano, mas, a partir dos 40 anos, a situação requer cuidados mais específicos. “A presbiopia, ou seja, a tal da vista cansada, é muito comum nessa faixa etária. Mas também há doenças típicas da terceira idade, como a catarata e a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), as quais, assim como o glaucoma, devem ser tratadas o quanto antes para garantir melhor qualidade de vida à pessoa”, recomenda o médico.


Forçar a vista para atividades cotidianas e fazer disso uma rotina são os grandes responsáveis pelo comprometimento da visão, mas há maneiras de trabalhar o dia todo na frente da telinha sem prejudicá-la. “A pessoa que fixa os olhos no monitor por muito tempo acaba piscando menos e deixando-os ressecados. A síndrome do olho seco pode ter várias causas, e uma das mais comuns está relacionada ao uso do computador associado aos efeitos do ar condicionado”, alerta o especialista.  Anote as dicas médicas para amenizar esse problema:


1. Controle a iluminação do ambiente em que você trabalha – a luz precisa ser confortável para a vista. Nem muito forte, nem fraca demais.


2. Reduza o brilho do monitor – faça ajustes para que ele não tenha uma iluminação cansativa, o que também pode ressecar os olhos.


3. Faça pausas mais longas – concentrar-se na mesma atividade e na tela do computador por um longo tempo não ajuda. Tente impor pequenos intervalos a cada duas horas.


4. Pisque com mais frequência – sim, piscar é uma atividade regular e, na maior parte do tempo, inconsciente, mas é importante estimulá-la, pois ajuda a lubrificar os seus olhos. Afaste o olhar da tela, focalize algum objeto que está longe, pisque bastante e repita o mesmo movimento várias vezes por dia.



Com o verão, é bom prestar atenção em que tipo de óculos de sol você tem. “As pessoas não deveriam sair de casa sem óculos de sol nem protetor solar – mesmo em dias nublados”, recomenda o Dr. Neves. Para ele, o importante é consultar um oftalmologista antes de adquirir um par e evitar as lentes pretas. As recomendadas para várias atividades são as que têm tons de cinza, mas existem também as lentes âmbar (para dirigir), as verdes (indicadas à terceira idade), as púrpuras (que aumentam o contraste ao ar livre) e as amarelas (adequadas para horários com baixa iluminação, como o entardecer).

 

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4 comentários nessa matéria

  • PATRÍCIA GATO

    PATRÍCIA GATO

    Uso óculos de grau e lentes de contato. E não posso ficar sem óculos de sol.

    Responder - 18 de abril às 03:12
  • CRISTIANE ALMEIDA

    CRISTIANE ALMEIDA

    Acabei de descobrir que realmente eu NECESSITO de óculos !

    Responder - 23 de fevereiro às 22:26
  • JANETE  DE FATIMA RIBEIRO DA SILVA

    JANETE DE FATIMA RIBEIRO DA SILVA

    Matéria muito interessante, tirei varias duvidas ao ler ela.

    Responder - 22 de fevereiro às 19:14
  • ANA PAULA RAMOS ROTA

    ANA PAULA RAMOS ROTA

    Matéria excelente!! Esclarece muito bem o tema!! ;)

    Responder - 08 de fevereiro às 01:10