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Quem sofre com os efeitos da sudorese excessiva em axilas, palma das mãos e planta dos pés, pode usar soluções tópicas ou talco. “São medicamentos a base de sais, alumínio e ácido tânico, e devem ser manipulados. No Brasil, esses remédios prontos ainda são muito caros”, ressalta o dermatologista Dr. Leonardo Abrucio, do hospital Santa Catarina.

 

O médico explica que existe um tipo menos comum da doença, que apresenta excesso de suor na cabeça. Nesse caso, são indicadas algumas medicações e também calmantes naturais, como camomila, abacate, alface e passiflora. Além do tratamento clínico com remédios, há também a cirurgia de vídeo simpatectomia torácica.

 

Com ela, a mensagem exagerada de produção de suor enviada através do nervo torácico ao cérebro é bloqueada. “Uma microcâmera é inserida em um corte mínimo da região do tórax e o cirurgião acompanha as imagens nos monitores para realizar a cirurgia. O resultado é satisfatório, embora muitos pacientes apresentem sudorese compensatória, ou seja, suor em alguma outra parte do corpo, que, na maioria das vezes, se concentra na barriga”, diz Dr. Abrucio.

 

Outra alternativa é a aplicação da toxina botulínica (botox), que bloqueia a transmissão de estímulo ao sistema nervoso, mas o tratamento é doloroso e são necessárias muitas aplicações em uma mesma região. “A duração e o custo desse tratamento também não são atrativos. Em média, a cada seis meses é preciso refazer, sem contar que para as mãos, por exemplo, não é indicado, já que o botox diminui a força muscular”, arremata o dermatologista Leonardo Abrucio.

 

Suor em excesso pode ser hiperhidrose

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