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O Brasil é um país privilegiado, pois cerca de 12% da água doce superficial do planeta corre em nossos rios. Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), esse percentual representa o dobro de todos os rios da Austrália e da Oceania, é 42% superior ao da Europa e 25% maior do que os do continente africano. E aproximadamente 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano, o que favorece a formação de uma extensa e densa rede de rios.


A situação do planeta


“Quase 97% da água que cobre a superfície da Terra é salgada. Dos 3% restantes, a maioria está em estado sólido - nas geleiras e calotas polares -, de difícil aproveitamento. E, para piorar, grande parte da água doce em estado líquido encontra-se na camada subterrânea”, explica o geólogo Marco Antônio Ferreira Gomes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente. Lagos, rios e lençóis freáticos menos profundos constituem apenas 0,26% de toda a água potável. E é dessa pequena fração que toda a humanidade depende para sobreviver.


A distribuição no Brasil


Apesar de abundante, o potencial hídrico do país está mal distribuído. A Amazônia, por exemplo, detém a maior bacia fluvial do mundo, mas é uma das regiões menos habitadas do Brasil. Em contrapartida, as maiores concentrações populacionais encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas, o São Francisco e o Paraná. O principal problema de escassez ainda é no Nordeste, onde a falta de água tem contribuído para o abandono das terras e para a migração aos centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez de água nessas cidades.


Regiões de abundância


Quanto ao potencial hídrico do país, merecem destaque:

— a Amazônia: é a região que detém a maior bacia fluvial do mundo. Nela está o Rio Amazonas, cujo volume de água é o maior do globo. Por isso, ele é considerado um rio essencial para o planeta.

— a Bacia do Tocantins-Araguaia: ocupa 11% do território nacional e tem como principais rios o Tocantins e o Araguaia, que abriga a maior ilha fluvial do mundo – a Ilha do Bananal.

— a Bacia hidrográfica do Paraná: ocupa o primeiro lugar em produção hidrelétrica do país. Nessa região estão localizadas as usinas de Itaipu, Furnas, Porto Primavera e Marimbondo. A área é banhada por seis importantes rios: Grande, Iguaçu, Paranaíba, Paranapanema, Tietê e Paraná – o segundo rio em extensão da América do Sul.

— o Rio São Francisco: conhecido como rio da integração social, liga o Sudeste, o Centro-Oeste e o Nordeste. Ele atravessa cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, mas sua bacia alcança também Goiás e o Distrito Federal. As hidrelétricas da bacia do São Francisco abastecem grande parte da Região Nordeste.
 



É preciso preservar

Estudos e pesquisas do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) apontam para o desperdício mundial anual de aproximadamente 1.500 km³ de água. “Para que não falte no futuro, a água deve ser consumida com consciência”, alerta Gilmar Altamiro, fundador da ONG Universidade da Água.
Sendo assim, que tal reavaliar seus hábitos?

— Mantenha a válvula de descarga do vaso sanitário sempre regulada.

— Durante o banho, desligue a ducha enquanto se ensaboa.

— Ao escovar os dentes, use um copo com água para enxaguar a boca.

— Antes de lavar a louça, panelas e talheres, remova bem os restos de comida de todas as peças. Primeiro, ensaboe tudo - mantendo a torneira fechada, claro! -, para, depois, enxaguar de uma só vez.

— Só ligue a máquina de lavar roupas quando estiver cheia. Uma lavadora com capacidade para cinco quilos, em operação completa, gasta, em média, 135 litros de água.

— Evite lavar calçadas, quintais e carros com frequência. Se for inevitável, use balde e vassoura no lugar de mangueira ou vassoura hidráulica.

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