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Situação financeira e saúde do casal são alguns dos fatores que pesam na hora de ter um bebê

Hoje em dia, é muito comum encontrar casais que só querem ter um filho. Tanto o homem como a mulher, em sua maioria, trabalham fora de casa e têm cada vez menos tempo para cuidar das crianças. “Situação financeira, saúde do casal, idade e vontade são alguns dos motivos que contam na hora de ter um bebê”, afirma a assistente social Ana Lúcia Félix, do Núcleo de Assistência Social da Prefeitura de São Paulo.

 

Para ajudar no planejamento familiar, os métodos contraceptivos – como camisinha, DIU, diafragma e pílula anticoncepcional – tornaram-se fortes aliados. Antes deles, era bem mais difícil evitar gravidez não planejada. Gregos e egípcios já adotavam práticas alternativas, como o uso de semente de cenoura ou tampões vaginais. A primeira camisinha, criada na Roma antiga, era feita de pele de animais.

 

Com o tempo, os métodos foram se aperfeiçoando (o diafragma, por exemplo, foi lançado no século 19), mas o que predominava mesmo era a “tabelinha”, na qual se deduz o período em que haverá ovulação. Entretanto, essa não é considerada uma prática segura, já que poucas mulheres têm um ciclo menstrual de fato regular.

 

A grande mudança veio com a pílula anticoncepcional, em 1960. Na época, as brasileiras tinham, em média, 6,3 filhos. Segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número caiu paulatinamente e, hoje, está em 1,9, abaixo até da média mundial (2,6). A queda, porém, não foi influenciada apenas pelos métodos contraceptivos: o aumento da escolaridade das mulheres teve peso muito grande. Com mais educação, elas aumentam a chance de entrar no mercado de trabalho, ganham poder de decisão na família e usam melhor os anticonceptivos.

 

Importância de planejar

 

Para o país, o planejamento familiar ajuda a deter a superpopulação. A Organização das Nações Unidas (ONU) defende que essa prática, junto com a educação sexual, é importante para combater a pobreza nos países em desenvolvimento. Um crescimento populacional descontrolado tende a provocar falta de moradias (com aumento das favelas), pode agravar a fome e a falta de escolas para atender adequadamente todas as crianças e adolescentes.

 

 

O planejamento também é fundamental para a saúde da mulher, pois reduz o número de gestações de alto risco e a mortalidade materna e infantil. Evitando gravidez não desejada, ela pode ainda conciliar melhor a vida profissional com o papel de mãe e esposa. Da mesma forma, ao programar o nascimento do filho o casal consegue construir um futuro financeiramente mais estável.

 

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