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Do-in e shiatsu estimulam a harmonia do corpo

O professor universitário Claudinei Nakasone, de 39 anos, vivia em Mogi das Cruzes (SP) quando começou a sentir fortes dores nas costas, há cerca de dez anos. Recorreu ao tratamento médico convencional, mas não deu certo. Como última opção, encontrou um médico acupunturista da Universidade de São Paulo (USP), que começou a tratar do seu caso, diagnosticado como fibromialgia (uma dor crônica que migra por vários pontos do corpo e se manifesta principalmente em tendões e articulações).

 

Depois de algum tempo de tratamento, ele se surpreendeu com a eficácia da técnica e continuou fazendo acupuntura, uma vez por mês. “Quando me mudei para São Paulo, tive de abrir mão disso”, conta. Porém, desde que começou a sentir dores de novo, ele voltou a se tratar, não só com acupuntura, mas também shiatsu. “Toda semana tiro uma hora e meia para cuidar de mim nessas sessões”, comenta.

 

Ele conta que, logo que entra na sala, seu médico “coloca sua coluna no lugar”, com as pontas dos dedos. Essa técnica é o shiatsu. “Saio de lá renovado, mas é uma terapia para macho, porque dói”, comenta, em tom de brincadeira.

 

Com a ponta dos dedos

 

A origem é japonesa, mas o shiatsu foi desenvolvido a partir das técnicas da medicina tradicional chinesa. É uma massagem administrada pelos dedos e palmas, que fazem uma pressão sobre o corpo do paciente (não por acaso, shiatsu quer dizer “pressão dos dedos”).

 

Baseia-se em fazer fluir a energia concentrada nos meridianos espalhados pelo nosso corpo – que são os principais pontos de concentração da energia vital. Indicado para diversos males, como insônia, desequilíbrios físicos e emocionais, ele melhora a circulação sanguínea, equilibra o sistema nervoso e contribui para a longevidade, pois retarda o envelhecimento das células, já que aumenta a capacidade do corpo de liberar toxinas. E seus efeitos podem ser comprovados desde a primeira sessão.

 

Automassagem

 

Também baseada na pressão dos polegares, o do-in é uma automassagem. Em geral, atribui-se a descoberta dessa técnica ao acaso. “Há milhares de anos, na China, um homem estava caminhando com muita dor de cabeça. Distraído, ele chutou uma pedra. Foi quando percebeu que sua enxaqueca havia passado”, conta Paulo Figueira, diretor-geral da Figueira Consultores Holísticos Associados, em Campinas (SP), e terapeuta há mais de duas décadas.

 

Esse chinês é que teria descoberto pontos meridianos, espalhados pelo corpo, principalmente nas extremidades – como pés, mãos e orelhas – que, quando estimulados, reequilibram a energia do organismo. “Isso significa que a dor pode passar e que alguns males, especialmente em estágio inicial, podem ser curados.” Mas Figueira alerta sobre a importância de usar essa terapia como complemento ao tratamento médico.

 

E como o do-in funciona? São doze pontos de concentração de energia, que podem ser estimulados tanto para injetar energia no corpo, como para retirar o excesso dela. Figueira afirma que, para retirar o excesso – caracterizado muitas vezes pela dor – deve-se pressionar, com o polegar, o ponto do meridiano a ser trabalhado, por 30 segundos, soltar 30 segundos e repetir o procedimento mais uma vez. Para injetar energia, deve-se bater com a ponta do polegar de forma rápida e forte, por um minuto, naquele ponto a ser trabalhado. “O dedo substitui a agulha”, explica o terapeuta.

 

Essa é uma ótima técnica para você fazer após um dia atribulado, pois relaxa e proporciona diversos benefícios ao corpo. Além disso, você tira uns minutinhos para se cuidar. Afinal, quem não gosta disso?

 

As informações contidas nesta matéria têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de especialistas.

 

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