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No mundo, 3,5 milhões crianças ficam doentes por ano, porque não têm este hábito

Se você pensa que seus filhos lavam bem as mãos, preste atenção neste resultado: teste recente feito em um colégio paulistano revelou que 65% dos alunos tinham coliformes fecais nas mãos. Especialistas da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres passaram uma haste de algodão com produto químico nas mãos de alunos, procurando bactérias transferidas pelo contato com fezes, e ficaram surpresos com a falta de higiene de crianças e adolescentes.

 

A informação foi dada por Robert Aunger, professor dessa faculdade, que fez uma palestra no evento Mãos Limpas, Famílias Saudáveis. A iniciativa foi promovida pela Unilever, em 21 de julho, no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo (SP), durante o lançamento do sabonete antibacteriano Lifebuoy.

 

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que, se as crianças com menos de 5 anos lavassem as mãos corretamente, sofreriam 42% menos com disenteria e 25% menos com infecções respiratórias.

 

Problemas como esses matam mais de 3,5 milhões de menores de 5 anos no mundo por ano. No Brasil, 6.097 crianças sobreviveriam anualmente caso fizessem a higienização corretamente.

 

O infectologista Artur Timerman, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, alerta que doenças diarreicas não são as únicas causadas pela falta de higiene. "As mãos são um ambiente favorável para a reprodução desses seres. Conjuntivite e hepatite tipo A são outros males que podem atingir as crianças", declarou.

 

Fazendo a sua parte

 

Disseminar o gesto de lavar as mãos é desafio para reduzir a mortalidade de crianças com até 5 anos de idade no Brasil e uma missão da Pastoral da Criança, destaca Clóvis Boufleur, gestor de Relações Institucionais da entidade. "Nós verificamos que, quanto mais anos de estudos tem a mãe, maior a chance de vida dos filhos. Por isso, buscamos dar acesso à informação aos mais pobres, mudando a conduta de comportamento deles", afirma.

 

Antes de tudo, é preciso adotar a prática toda vez que for ao banheiro, depois de espirrar ou assoar o nariz, antes de pegar alimentos e, principalmente, sempre que utilizar o transporte público. Esses lugares são uma grande fonte de germes e bactérias. Que tal então todos nós aprendermos, desde já, a lavar as mãos corretamente?

 

"O ideal é usar um agente com ação detergente, de preferência um antibacteriano, e limpá-lo com água", explica o professor de infectologia da Universidade de Brasília (UnB), Cesar Carranza. Por isso, segundo ele, produtos como o Lifebuoy são os mais indicados, pois o sabonete comum deixa mais bactérias nas mãos.

 

Agora que você já sabe quais os produtos indicados para usar no dia a dia, aprenda a fazer a higienização corretamente: molhe as mãos e pulsos com água e aplique Lifebuoy nelas. Esfregue as duas palmas várias vezes. Não se esqueça de entrelaçar os dedos e lavar a parte de cima das mãos e os espaços sob as unhas.

 

Deixe o sabonete agir por pelo menos 15 segundos. Enquanto isso, não se esqueça de fazer uso consciente da água: feche a torneira enquanto espera. Depois, enxague em água corrente e seque com uma toalha. Assim, você garante proteção por mais tempo.

 

O professor Robert Aunger e Maria

 

 

 

 

Artur Timerman, do Hospital Albert Einstein

 

Clóvis Boufleur, com a fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, ao fundo


 

Imagens: Niels Andreas Glogowski

 

Ana Maria Braga é embaixadora do novo sabonete Lifebuoy, que chegou para promover a saúde

 

1 comentário nessa matéria

  • ADRIANA HELENA DA SILVA

    ADRIANA HELENA DA SILVA

    estou amando as reportagens dobre saude e beleza deste site q acabei de conhecer, tudo de bom....

    Responder - 17 de fevereiro às 20:33