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O leite da mãe é o único alimento indicado até os 6 meses de vida

Amamentar é muito importante. Tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a alimentação do bebê até os 6 meses de vida deve ser composta apenas de leite. Especialistas indicam alimentos pastosos após esse período, mas a amamentação deve continuar, em intervalos maiores, até que o desmame ocorra naturalmente. “Esse afastamento acontece entre os 2 e 4 anos de idade”, afirma a médica Maria José Mattar, membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

 

Mas não se assuste! Se quiser parar antes, tudo bem! O ideal é amamentar pelo menos até os 6 meses. Tanto que a licença-maternidade já permite à mulher ficar em casa até que o bebê complete esse período. Pelo menos entre os servidores públicos federais. Segundo o presidente da SBP, Luciano Borges, 24 estados já aderiram à nova lei e cerca de 140 municípios também. “E a partir deste ano, as empresas particulares que adotarem a norma vão poder descontar do imposto de renda”, explica.

 

A medida não é por acaso. Dados da SBP apontam que a amamentação regular, por seis meses, reduz em 17 vezes as chances de a criança contrair pneumonia, 5,4 vezes a possibilidade de anemia e 2,5 vezes a ameaça de crises de diarreia. E ainda protege contra diversos tipos de câncer, desnutrição, doenças cardiovasculares, meningite, sarampo e outras doenças infecciosas. Segundo Borges, também desenvolve melhor a musculatura facial do bebê, já que o movimento de sucção estimula cerca de dois terços desses músculos. “Assim, ele desenvolve melhor os ossos da face e dos dentes e até mesmo sua respiração”, enfatiza.

 

Além disso, as mães que amamentam têm menos risco de apresentar anemia, de desenvolver câncer de mama e de ovário, registram diminuição mais rápida do volume do útero e estão protegidas de engravidar por causa da prolactina – o hormônio do leite, que inibe a gravidez.

 

Dicas

 

Para proporcionar uma amamentação prazerosa, você pode seguir algumas dicas básicas. Porém, não se esqueça de que a orientação de um profissional é fundamental, principalmente nas primeiras 24 horas após o nascimento de seu bebê.

 

Preparando os seios durante a gestação

 

  • Lave o bico do peito apenas com água. A hidratação natural deve ser preservada;

 

  • Tome de 10 a 15 minutos de sol nos seios diariamente, sempre até as 10h da manhã ou após as 15 horas;

 

  • Faça uma massagem simples que parece uma ordenha. Segure o seio com as duas mãos, uma de cada lado, e pressione da base até o bico. Repita o movimento cinco vezes, com delicadeza, mas com energia. Depois, pratique o mesmo exercício com uma mão em cima e outra embaixo do seio;

 

Segundo Luciano Borges, da SBP, a melhor preparação é mesmo a "pega" correta do bebê.

 

Ajudando seu bebê a mamar

 

Há basicamente três opções mais comuns, porém, pode-se achar uma posição que seja ainda mais confortável para ambos.

 

  • Posição tradicional: a mãe fica sentada e o bebê fica de frente para ela, barriga com barriga, bem coladinhos. Quanto mais juntos, mais fácil é amamentar;

 

  • Posição inversa: a mãe deve colocar o corpo do filho embaixo de sua axila, com a barriga apoiada nas suas costelas e a cabeça em suas mãos;

 

  • Deitada: nessa posição, o neném fica de frente para a progenitora, barriga com barriga. É geralmente a opção de quem fez cesariana e está nos primeiros dias da amamentação.

 

Aos poucos, a mãe, em geral, adapta-se às necessidades do filho e produz o suficiente para saciar sua fome. No entanto, pode haver excedente. Nesses casos, aí vai uma dica: você pode doar o seu leite para quem precisa, procurando um Banco de Leite Humano mais próximo da sua casa. Há 278 espalhados pelo país – entre bancos de leite e postos de coleta. Eles indicam como fazer a ordenha e como armazenar. E você, além de tudo, estará fazendo uma boa ação!

Especialistas dizem que 99% das mães produzem o necessário para seus filhos

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Qual a vantagem do leite materno em relação aos demais?

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