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Se for sedentário, cuidado para não se empolgar com o ritmo da Copa do Mundo

Copa do Mundo é sinônimo de festa dentro e fora dos gramados. Em campo, 64 partidas reúnem os melhores jogadores do mundo. Pela TV, bilhões de pessoas acompanham atentamente cada lance. Ver tanta gente correndo atrás da bola pode servir de estímulo àquela vontade, muitas vezes adormecida, de virar craque com os amigos na pelada de fim de semana. Mas cuidado: é preciso seguir algumas recomendações para evitar lesões musculares e, até mesmo, danos ao coração.

 

“O maior risco à saúde do atleta de fim de semana é o cardiovascular”, explica o médico do Corinthians, Joaquim Grava, especialista em medicina esportiva. Atividade aeróbica, o futebol acelera os batimentos cardíacos, o que pode gerar arritmia – que, na verdade, é um problema na velocidade ou ritmo dos batimentos cardíacos – na realização de esforços físicos não habituais. “É importante fazer um eletrocardiograma ao menos uma vez por ano, assim como teste ergométrico. Isso vale para todos, atletas profissionais ou não”, completa o médico.

 

 

Estudo norte-americano avalia que homens que se exercitaram menos de uma vez por semana tinham 74 vezes mais chance de sofrer morte cardíaca súbita durante exercício mais intenso, como um jogo de futebol bem disputado, do que se estivesse em repouso. Mas a preocupação cardiovascular não é a única. Há também os riscos ortopédicos.

 

Condicione-se regularmente

 

“Antes de voltar a disputar uma partida no fim de semana é bom começar a fazer atividade física com mais regularidade. Os atletas mal condicionados estão sujeitos a lesões musculares, entorse no joelho, tornozelo”, acrescenta o médico do Corinthians.

 

Foi o caso do gerente de tecnologia da informação Bruno Paz, de 27 anos. Meia-esquerda nos jogos de fim de semana, começou a sentir dores no joelho durante as atividades. “Estava um pouco acima do peso e queria correr como antes. O joelho não aguentou e desenvolvi uma tendinite”, diz. A falta de tempo para retomar o condicionamento o levou ao médico. “A dor só melhorou após a prescrição de alongamentos específicos e da chuteira certa. Tive de trocar várias até encontrar a ideal”, conta.

 

Proteção no jogo

 

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