Tomate: de planta ornamental a queridinho na cozinha
O fruto era plantado em jardins e tinha fama de afrodisíaco
Hoje ele está na salada, no molho da massa, no ketchup e até no suco. Mas nem sempre foi assim. O tomate, nativo da América do Sul, foi levado para Europa pelos conquistadores espanhóis por volta do ano 1500 e só passou a ser ingrediente culinário depois de 200 anos. Foi na Itália que o fruto ganhou o papel pelo qual é reconhecido no mundo todo: o de molho. Pois é, ele rodou o planeta antes de ir parar na sua mesa.
O primeiro registro oficial da invenção do extrato de tomate data de 1762 e parece que surgiu por acaso, como muitas descobertas. Naquele ano, o cientista Lazzaro Spallanzani notou que se o suco do alimento fosse fervido e colocado em um recipiente fechado, durava mais tempo, conforme explica a italiana Paola Tedeschi, 75 anos, especialista em história da gastronomia e da alimentação.
Na época, o cientista mal sabia que a descoberta seria muito apreciada e que, séculos mais tarde, estaria presente em mesas no mundo todo. Em 1839, um nobre napolitano registrou em livro que o tal molho combinava bem com massa.
Atualmente, o tomate faz parte de inúmeras receitas. “Na França, o ratatouille (cozido de legumes) e a tarte tatin de tomates (espécie de tortinha) estão entre os pratos mais conhecidos. Já na Espanha, o destaque fica com as ollas podrida – caçarola de legumes e carnes –, enquanto México e Peru usam o fruto todos os dias em molhos, acompanhamentos e cozidos”, explica Paola, que completa: "No Brasil, a cozinha baiana usa muito o tomate, mas ele é farto em pratos de todas as regiões".
Ele pode ser vermelho, amarelo, laranja – encontrado em nações europeias como Bélgica e Moldávia – ou rosa – com produção na Espanha e na Argentina, entre outros países. Dentro da mesma cor, há inúmeras variedades – entre elas, a caqui, saladete, santa cruz, italiano e cereja, todas comestíveis. Mas os mais famosos são mesmo os vermelhos.
“O tomate é rico em carboidratos – glicose e frutose –, proteínas, minerais e vitaminas. Além disso, é fonte de licopeno, substância antioxidante.”, destaca o nutricionista Rafael Heinrich.
Tomate é mesmo afrodisíaco?
Foi exatamente essa hipótese que contribuiu para que antes de ser utilizado na cozinha, o fruto fosse considerado inimigo da moral e dos bons costumes. "Poções do amor" eram feitas com o fruto, que ganhou fama de afrodisíaco. "A Inquisição [antigo tribunal da Igreja Católica] chegou a declarar o tomate um fruto perigoso.
No fim do século 16, peças de teatro citavam-no como provocante”, afirma Paola Tedeschi.
Na verdade, muito barulho por nada. “Não há comprovação de que o tomate tenha ação afrodisíaca”, desmistifica o nutricionista Heinrich. O mito se deve especialmente à cor vermelha, confirma o especialista, mas também à combinação com outros ingredientes. “Gengibre, manjericão e pimenta, por exemplo, estimulam a circulação sanguínea.”
Para quem gosta de novas propostas, o barchef Rafael Alves, do restaurante Johnnie Pepper, no Rio de Janeiro, criou o drink 'La Mia Sicília', com tomates-cereja. Já o chef Nicolau Rosa, da escola de Culinária e Gastronomia Nicolau Rosa, ensina a fazer o Salmão defumado com cream cheese e sopa de tomate semifria. Outro jeito de aproveitar o sabor do tomate é com a receita de Estrogonofe de carne com o delicioso ketchup Hellmann's. Clique aqui e confira como preparar cada uma. E delicie-se!





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LIGIA FERNANDES
Adoro tomate.....
RENATA ALVES RIBEIRO MOREIRA
Essa eu não sabia, gostei, como tomate todos os dias na salada. Adoro.
ALESSANDRA CRISTINA DO CARMO
NOSSA APRENDI MAIS UMA LEGAL