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Mudar estilo de vida é o primeiro passo para prevenir doenças cardiovasculares

Ele é o motor do corpo humano. No entanto, parece que muitas pessoas não ligam para o coração, conforme apontam dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2004, 17,1 milhões de pessoas morreram por causa de doenças cardiovasculares. O número equivaleu a 29% dos óbitos em todo o planeta naquele ano. Hoje, no Brasil, metade da população sofre com o sobrepeso, e 30% são obesas.

 

“Esses números são alarmantes. Deixamos de ser um país de subnutridos e nos tornamos uma nação de obesos. Apenas trocamos um problema por outro”, afirma Rui Manuel dos Santos Bóvoa, professor de cardiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Algumas pessoas herdam dos pais a predisposição a problemas cardíacos. É o caso de quem sofre com diabetes. Porém, grande parte dos falecimentos relacionados a doenças cardíacas poderia ser evitada com hábitos preventivos contra o enfarto do miocárdio e a aterosclerose, problema que afeta a parede das artérias e que pode prejudicar o fluxo de sangue. “A gente acelera o processo de envelhecimento do coração se fumar, se tiver taxa alta de colesterol ou se possuir uma vida estressante”, acrescenta o especialista.

 

Ele também pede atenção aos hábitos alimentares, já que alguns produtos trazem substâncias que agridem o coração. “Há empresas que usam gorduras trans para deixar os molhos mais cremosos, assim como os sorvetes com um aspecto mais saboroso. Isso faz muito mal.”. De acordo com Bóvoa, a dona de casa deve evitar também frituras e uso de laticínios que tenham gorduras saturadas ao preparar os pratos para a família.

 

Vida saudável

 

 

Uma boa alternativa para o café da manhã e para uso em receitas caseiras é Becel Sabor Manteiga, ideal para quem se preocupa com a saúde vascular. O produto, que está disponível em potes de 250 e 500 gramas, é rico em gorduras poliinsaturadas – que não são prejudiciais –, ômegas 3 e 6, além de vitaminas A, B e E.

 

“Muitos nutrientes, como fitoesterol e ômega 3, protegem o coração. Mesmo quando o uso de remédio é indicado, seguir uma dieta adequada é imprescindível para controlar doenças cardíacas. Em casos menos graves, já há resultados positivos só com a reeducação alimentar”, destaca Daniel Magnoni, diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (Imen).

 

Os cuidados com a alimentação devem ser acompanhados da prática de exercícios físicos para pessoas de todas as idades. No entanto, o professor da Unifesp faz um alerta para quem pretende deixar a vida sedentária. “Se você quiser começar exercícios em uma academia, tem de fazer uma avaliação cardíaca em primeiro lugar. Caso contrário, o exercício pode ser um catalisador de problemas”, enfatiza.

 

Saiba como cuidar deste órgão tão importante no dia a dia profissional

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