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A prevenção é a melhor maneira de lidar contra o câncer de mama, a doença que mais mata mulheres no Brasil, com 50 mil casos e 10 mil óbitos anualmente, segundo o Ministério da Saúde. E ela atinge também os homens (um caso masculino a cada 150 femininos), que precisam ter os mesmos cuidados preventivos. Por isso, é importante ficar atento a algumas dicas dos especialistas.

 

  • Realize o autoexame uma vez por mês. Vá até o espelho, erga seus braços, apalpe os seios e as axilas. Se encontrar algum “caroço”, procure seu médico. O hábito pode ser adotado a partir dos 20 anos, e é capaz de detectar tumores com mais de 1,5 centímetro. Mas “a mulher precisa ser muito bem orientada para fazer isso”, afirma o médico José Roberto Filassi, chefe do Departamento de Mastologia da USP e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Portanto, consultas regulares a um especialista são importantes: ele fará um exame mais detalhado e dará orientações.

 

  • Previna-se com a mamografia — uma radiografia detalhada, mais eficaz para mulheres com idade superior a 40 ou 50 anos. Alguns médicos defendem que ela seja feita anualmente; outros, de dois em dois anos. O exame identifica nódulos milimétricos, não detectáveis no autoexame.

 

  • Se tiver histórico da doença na família, opte primeiro por uma ultrassonografia antes da mamografia propriamente dita — pois o índice de radiação nesse exame é ínfimo — ou por uma ressonância magnética, método de diagnóstico por imagem que não utiliza radiação e produz imagens de alta definição das mamas.

 

  • Começou a menstruar antes dos 12 anos e passou por menopausa depois dos 55? Fique alerta. Quanto maior o período menstrual, maior a exposição ao estrógeno (hormônio feminino), o que eleva o número de células mamárias e, consequentemente, o risco de tumores.

 

  • Não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos é outro fator de risco: é durante a gravidez que o desenvolvimento da mama se completa. Quando a gravidez é tardia, a mama fica mais suscetível a sofrer alterações celulares.

 

  • A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é considerada fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos. Encontradas nos raios-X, elas possuem energia suficiente para "quebrar" átomos e moléculas. Se esses tipos de exames forem feitos em excesso, podem afetar o material genético das células e até causar anomalias das células, provocando câncer, por exemplo.

 

Quando fazer a mamografia?

 

 

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