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Este tecido permite mais ventilação e são bem finos, por isso, são indicados para o verão

Com o início do calor, é comum vermos nas ruas mulheres com regatas, shorts, saias e vestidos mais leves. Mas e as calcinhas? Será que estamos usando os tecidos certos para a estação? Especialistas indicam que é preciso ficar atento a isto porque a má ventilação nas partes íntimas pode causar alergias. Por isso, algumas grifes de lingeries estão lançando produtos conhecidos como a supermicrofibra . Elas são mais finas do que a microfibra comum, proporcionam conforto térmico e facilitam a transpiração, porque absorvem e eliminam rapidamente este suor, típico em épocas quentes.

 

 

A Hope, por exemplo, trabalha com duas linhas que, segundo a gerente de produtos, Aline Blanco, estão entre as campeãs de vendas: a nude (com 25% de elastano, adere ao corpo, não tem costura nem elástico) e a touch (com elástico bem fino). Para as alérgicas ou aquelas que simplesmente preferem algodão, há também as de 100% deste material além da cotton lycra.

 

 

Mas como a brasileira gosta de usar modelos que aparentam ser menores e as 100% algodão acabam apresentando uma modelagem maior, a Hope desenvolveu uma técnica para atrair os olhares de quem gosta de usar este tecido: as Bloomers, que se encolhem por causa dos elásticos franzidos e à medida que esticam, ficam no formato ideal do corpo da mulher.

 

 

Na linha básica, predominam, além dos tecidos sintéticos, como lycra e microfibra, as fibras naturais, como bambu e algodão. Segundo a diretora de criação da Darling, Margareth Lewinski, as fibras de bambu são similares, na aparência, com a viscose, porém apresentam um toque mais parecido com o algodão. Todas as linhas da marca têm tratamento antibacteriano, cujo produto dura cerca de 50 lavagens.

 

 

Independentemente do tecido ou da marca, as calcinhas apresentam no forro um tecido de algodão. Segundo o médico Paulo César Giraldo, presidente da Comissão de Doenças Infectocontagiosas em Ginecologia e Obstetrícia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ele evita que substâncias sintéticas fiquem diretamente em contato com as partes íntimas, mas não resolvem os problemas de ventilação causados pela maioria dos produtos composto por esses materiais. “Existem testes que revelam níveis de irritabilidade e da temperatura atreladas aos tecidos, mas é importante ressaltar que cada mulher é de um jeito. Algumas apresentam tendência a alergia e outras não.”

 

 

Como lavar sua lingerie

 

Você sabia que até para lavar suas calcinhas existem alguns truques? Uma peça mal lavada pode causar alergias à sua pele, sem falar que ela pode estragar com o tempo. Enxaguar bastante, retirando quaisquer resíduos do produto de limpeza e deixar secar sua calcinha em locais arejados, secos e na sombra são algumas das dicas apontadas por Giraldo.

 

E aí vai mais um aviso importante: se quiser conservar suas peças por mais tempo, evite também colocá-las em lava-roupas, já que elas são mais delicadas. Por isso, tente lavá-las com as mãos. De preferência, em água fria. Em temperaturas quentes, as fibras e tecidos podem esgarçar-se ou romper-ser.

 

 

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Fotos: Divulgação

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