De olho na alimentação dos seus filhos
Estudos revelam que esta geração de crianças pode viver menos do que os pais
Renata e suas duas filhas, Tainá e Juliana (no colo)
Todos os dias, a gerente de marketing Renata Costa acorda as filhas Tainá, de 5 anos, e Juliana, de 1 ano e 10 meses, para tomar café da manhã antes de levá-las à escola. No cardápio, leite com achocolatado para a mais velha e apenas leite integral para a caçula. “Não quero colocar açúcar ou outro ingrediente até ela me pedir”, comenta a mãe. Depois, elas comem uma fruta, um pão ou um bolo.
No dia a dia, elas se alimentam na escola, pois estudam em período integral. Mesmo com a rotina atribulada, Renata não descuida da alimentação das crianças. Acompanha frequentemente o cardápio elaborado no colégio. E, em casa, tem sempre à mesa arroz, feijão, carne, salada e bastante fruta.
Elas não gostam muito de legumes e verduras cozidos. Porém, frituras e doces em exagero não entram na casa dela. A preocupação é com a saúde das filhas. “Não temos tendência para engordar, no entanto, ando lendo muitas notícias por aí falando do aumento do colesterol e triglicerídeos em crianças. Não quero arriscar, pois temos histórico de problemas cardíacos na família”, revela. Hoje em dia, Renata faz parte de uma geração de mães que, aos poucos, estão cada vez mais preocupadas com um problema crescente: a obesidade infantil.
Uma “epidemia” mundial
As crianças estão cada vez mais gordas, o que cria uma preocupação entre os profissionais de saúde. Isso porque o sobrepeso traz consigo diversos problemas, como diabetes do tipo 2 – que até pouco tempo atrás só aparecia em adultos que se alimentavam mal –, hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol e também problemas ortopédicos.
Pela primeira vez na história, os estudos que vêm sendo publicados em revistas médicas da importância do New England Journal of Medicine apontam para uma redução na expectativa de vida da humanidade. E isso devido às futuras consequências da obesidade infantil. “Tenho visto, no meu consultório, crianças a partir dos 5 anos de idade com 30 quilos a mais”, revela a pediatra Berenice Wilke, doutora em Nutrição Clínica, que atende em clínica própria, em Campinas (SP). Esse cenário era praticamente impensável uma geração atrás.
Para se ter uma ideia, de 1980 a meados da década de 1990, nos Estados Unidos – um dos países com maior concentração de obesos no mundo –, houve aumento de 100% de casos de obesidade em crianças. Hoje em dia, um terço dos pequenos norte-americanos tem sobrepeso e enfrenta uma escalada nos problemas de saúde futuros.
A preocupação é tanta que, recentemente, o governo de Barack Obama anunciou um amplo programa para mudar este cenário no país. O objetivo é aumentar a atividade física das crianças e disponibilizar alimentos mais saudáveis em escolas e comunidades com menor acesso a alimentos de qualidade. Obama quer, em uma geração, mudar uma situação que hoje os especialistas consideram “epidemia”.
No território nacional
No Brasil, a situação também é crítica. As estatísticas mostram que mais de 550 brasileiros se submetem a cirurgias para redução de peso por semana. “E sabemos que uma criança gorda provavelmente se tornará um adulto obeso ou, pelo menos, tende a ‘brigar’ com a balança no futuro”, afirma a nutricionista Tânia Colino, que atende no seu consultório e em hospitais em São Paulo.
Uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) objetiva forçar a população a refletir sobre seus hábitos alimentares. A medida exige que empresas de alimentos com alto teor de gordura trans, sódio e açúcar alertem os consumidores sobre potenciais danos à saúde.
A Unilever já faz sua parte como integrante do Programa Minha Escolha, que indica, por meio de um selo nas embalagens, os produtos que têm níveis controlados de quatro ingredientes-chave: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcares e sódio (sal). Procure uma alimentação mais saudável para você e seus filhos, essa é a melhor fórmula para a qualidade de vida de todo só melhorar!
Foto: Niels Andreas Glogowski





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